Geral
03.09.2012

Terapia genética restaura capacidade olfativa de ratos em laboratório

Pesquisa pode melhorar tratamento de outras condições que também envolvem disfunção nos cílios como cegueira e doença renal

Foto: Eduard Kyslynskyy/Foto Stock
Ratos foram capazes de encontrar comida após a restauração do olfato
Ratos foram capazes de encontrar comida após a restauração do olfato

Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos EUA, utilizaram uma terapia genética para restaurar o olfato em camundongos que nasceram sem a capacidade de sentir cheiros.

Os ratos tinham uma doença genética conhecida como anosmia congênita que afeta os pelos microscópicos do corpo, chamados cílios, responsáveis por detectar diferentes odores.

A equipe acredita que a descoberta pode levar a tratamentos para outras doenças que envolvem disfunções nos cílios, entre elas cegueira, surdez e doença renal em seres humanos.

Os pesquisadores, liderados por Jeremy McIntyre, estudaram ratos com uma mutação no gene Ift88, o que significava que eles se esforçavam para produzir os cílios, mas não conseguiam sentir cheiros.

O grupo criou, então, um vírus capaz de infectar células com uma versão modificada do gene Ift88. Este gene foi injetado no nariz dos animais em três dias consecutivos. Os resultados mostraram que a técnica foi capaz de restaurar os cílios e a capacidade de sentir odores.

"Basicamente, nós induzimos os neurônios que transmitem o sentido do olfato a regenerar os cílios que tinham sido perdidos por meio de terapia genética. Isto permitiu restaurar a função olfativa dos animais", afirma o autor sênior Jeffrey Martens.

Segundo Martens, a pesquisa tem importância para outras doenças caracterizadas por defeitos nos cílios em outros órgãos como doença renal policística, retinite pigmentosa no olho e doenças hereditárias raras.

Veja mais detalhes sobre esta pesquisa (em inglês).

Fonte: Isaude.net