Geral
31.08.2012

Análise do movimento dos olhos em frente à TV permite diagnóstico de doenças

Técnica pode ser opção mais precisa para diagnóstico de Parkinson em idosos e déficit de atenção em crianças

Foto: Ginasanders/Foto Stock
Técnica permite detectar doenças como Parkinson e déficit de atenção através da análise do movimento dos olhos
Técnica permite detectar doenças como Parkinson e déficit de atenção através da análise do movimento dos olhos

Pesquisadores da University of Southern California, nos EUA, desenvolveram um método capaz de detectar doenças neurológicas através do estudo dos movimentos dos olhos.

A pesquisa revela que condições como Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) e doença de Parkinson que envolvem o controle ocular e disfunções de atenção podem ser facilmente identificadas através de uma avaliação de como os pacientes movem os olhos enquanto assistem televisão.

"Atenção natural e movimento dos olhos contém uma assinatura biométrica de um indivíduo e seu estado da função ou disfunção cerebral. Tais assinaturas individuais, ou biomarcadores que eles podem carregar, no entanto, ainda não foram descodificados com sucesso", afirmam os pesquisadores.

Métodos típicos de detecção, que incluem avaliação clínica, tarefas comportamentais e neuroimagem, são caros, demorados e limitados pela capacidade de um paciente para compreender e cumprir com as instruções.

Para resolver este problema, Po-He Tseng e seus colegas desenvolveram um novo método de rastreio.

Os participantes do estudo foram instruídos a "observar e desfrutar" de clipes de música em uma televisão por 20 minutos enquanto os movimentos de seus olhos foram registrados.

O movimento ocular foi avaliado em um modelo computacional de atenção visual que extrai 224 características quantitativas, permitindo à equipe identificar características críticas que diferencia os doentes de participantes do grupo controle.

Com os dados dos movimentos oculares de 108 participantes, a equipe foi capaz de identificar idosos com Doença de Parkinson, com 89,6% de precisão, e as crianças com TDAH ou SAF com 77,3% de precisão.

Segundo os pesquisadores, o novo método fornece uma ferramenta de baixo custo e de alto rendimento, especialmente para as crianças e populações idosas que podem estar menos tolerantes a testes tradicionais.

"Pela primeira vez, nós pudemos realmente decodificar o estado neurológico de uma pessoa a partir de seu comportamento cotidiano, sem ter que submetê-los a testes difíceis ou demorados", concluem os autores.

Fonte: Isaude.net