Ciência e Tecnologia
19.08.2012

Equipe dos EUA descobre que resistência à demência pode ser hereditária

Pesquisa indica que quanto maior o nível da proteína C-reativa no paciente, menor o risco de demência em seus pais e irmãos

Pessoas livres de demência e que têm altos níveis de proteína C-reativa (associada à inflamação) também têm parentes menos propensos à doença. É o que indica novo estudo desenvolvido no Mount Sinai School of Medicine, em Nova Iorque (EUA).

Para o estudo, os pesquisadores avaliaram 277 homens com mais de 75 anos e sem sintomas de demência. Eles receberam um teste que mede os níveis da proteína. Em seguida, o grupo foi consultado se seus 1.329 pais e irmãos haviam tido a doença. No total, 40 parentes de 37 famílias sofriam da doença. Um segundo grupo, de 51 homens com 85 anos ou mais, também sem sintomas de demência, foi consultado sobre 202 parentes, sendo que nove pais ou irmãos tinham o mal.

Os investigadores descobriram que os participantes que tiveram maiores quantidades da proteína C-reativa tinham 30% menos chances de ter parentes com demência. Resultados similares foram obtidos nos dois grupos.

"Em pessoas muito idosas com boa capacidade cognitiva, os níveis mais elevados de proteína C-reativa, que é relacionada com a inflamação, estão associados com melhor memória. Nossos resultados indicaram que quanto maior o nível desta proteína no participante do estudo, menor o risco de demência em seus pais e irmãos ", conclui o autor do estudo Jeremy Silverman .

Fonte: Isaude.net