Profissão Saúde
11.08.2012

Cirurgia plástica do Brasil é referência para estágio acadêmico de estrangeiros

Em Alagoas, os novos alunos da Ufal vão passar uma temporada de aprendizagem e prática no Hospital Universitário

Quatro poloneses, um grego, uma francesa e um russo são os novos alunos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) pelas próximas quatro semanas. Intermediados pela Coordenação Local de Estágio e Vivências (Clev) do Centro Acadêmico da Faculdade de Medicina, todos irão passar uma temporada de aprendizagem e prática, acompanhando as atividades de docentes no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes.

Artur Dsiezyc e Agnieszka Watejko vieram da Polônia para aprender as técnicas brasileiras de cirurgia plástica. Eles dizem que no seu país existe apenas uma vaga para estágio nessa área e que geralmente elas são ocupadas por parentes dos profissionais que já trabalham no ramo. " Queremos ver e fazer o máximo possível aqui, porque na Polônia a cirurgia plástica ainda é pouco acessível" , relata Watejko.

Eles irão acompanhar o professor e cirurgião Fernando Gomes, juntamente com, Roman Mácalík, aluno da República Theca. " Organizamos atividades com a participação ativa em cirurgias reparadoras em pacientes com câncer, queimaduras, traumatismos diversos e anomalias congênitas" , detalha Fernando.

Os intercambistas terão aulas teóricas de temas como cicatrização, tumores da pele, úlceras de pressão, mamoplastias, abdominoplastias e cirurgias estéticas. Como nenhum deles fala português, a comunicação será feita na língua inglesa. O idioma foi um dos pré-requisitos para a vinda destes alunos para o Brasil.

Além de prova de proficiência na língua, todos tiveram que somar pontos com atividades acadêmicas extracurriculares para serem selecionados em seus países. " Podemos escolher entre fazer intercâmbio em países da Ásia, África e América do Sul. Eu achei que seria mais interessante o Brasil" , relata Roman.

Estudantes na promoção do intercâmbio

O contato deles com a Universidade é feito a partir da intermediação da Clev, que voltou a ativa na Ufal em 2011 e promove não só a vinda de estudantes estrangeiros, como também a ida dos alagoanos para estagiar no exterior. " Os alunos da Famed também são selecionados por currículo acadêmico, domínio do idioma e disponibilidade de outras instituições" , relata Marília Magalhães, integrante do Centro Acadêmico de Medicina.

Para receber os alunos, o conselho local verifica a disponibilidade da Famed e repassa a informação para a coordenação nacional, responsável por estimular os estudantes brasileiros a vivenciar realidades diferentes. Para isso, desde 1951 eles estão articulados com a Federação Internacional das Associações de Estudantes de Medicina do Brasil (IFMSA), que faz o contato entre os conselhos brasileiros e os alunos estrangeiros interessados em estagiar no Brasil.

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