Saúde Pública
11.08.2012

Suazilândia investe no combate à transmissão do HIV de mãe para filho

Com 41% das gestantes do país infectadas, governo disponibiliza amplo programa de atendimento durante e após a gestação

Com 41% das mulheres grávidas infectadas com o HIV, a Suazilândia, no sul da África, tem agido para combater a transmissão mãe para filho. A cada ano, gestantes soropositivas dão à luz a mais de 17 mil crianças expostas ao vírus. Sibongile Dlamini é uma delas. Ela e seus filhos de 2 e 8 anos vivem na área rural de Sithobela no leste do país. Sibongile é HIV-positivo. Ela estava grávida de 28 semanas da filha caçula quando foi para o seu primeiro check-up pré-natal. Como todas as mulheres que vão para o pré-natal na Suazilândia, foi-lhe oferecido aconselhamento e teste para HIV. Quando soube que era soropositivo, ela se matriculou no programa governamental prevention of mother-to-child transmission (PMTCT), no qual a paciente recebe medicamentos anti-retrovirais para bloquear a transmissão do vírus para o bebê.

"Quando fui para o pré-natal, eu consenti em ser testada para HIV. Para minha surpresa, eu testei positivo. Não foi fácil aceitar que eu estou vivendo com HIV. Chorei muito e eu não podia contar a ninguém por algum tempo. Eu comecei a medicação e dei à luz uma menina que também foi iniciada com medicação administrada religiosamente. Ela testou negativo em seis semanas e fiquei emocionada", conta a mãe. Nos país, todos os lactentes expostos ao HIV são testados quando completam seis semanas de idade.

Os cuidados pré-natais são quase universalmente disponíveis na Suazilândia, sendo que 98% das mulheres grávidas utilizam o serviço pelo menos uma vez. A taxa de partos assistidos por pessoal qualificado no país também é elevada, com 82% das mulheres dando à luz em unidades de saúde.

"Estamos agora com o objetivo de eliminar infecções por HIV entre as crianças até 2015 e melhorar a sobrevivência e a saúde de suas mães", disse Simon Zwane, diretor dos Serviços de Saúde do Ministério da Saúde do país.

O PMTCT foi lançado oficialmente em 2003, com o apoio da OMS, UNICEF, a Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation e outros parceiros. De um projeto inicial de três sítios-piloto em 2003, o programa se estendeu a 150 locais em 2010.

Fonte: Isaude.net