Geral
10.08.2012

Hormônio da mosca da fruta fornece pista para cura do diabetes em humanos

Manipulação de células produtoras do hormônio adipokinetic no cérebro permite controlar níveis de açúcar no sangue

Foto: Ken Bennett/WFU
Erik Johnson, professor de Biologia da Wake Forest University e principal investigador do estudo
Erik Johnson, professor de Biologia da Wake Forest University e principal investigador do estudo

Pesquisadores da Wake Forest University, nos Estados Unidos, descobriram que a manipulação de um grupo de células produtoras de hormônio no cérebro pode controlar os níveis sanguíneos de açúcar no corpo.

A pesquisa tem potencial para melhorar a investigação sobre novos medicamentos para o tratamento e cura do diabetes e para a perda de peso.

Em um artigo publicado na revista Genetics, Erik Johnson e seus colegas examinaram como as moscas da fruta (Drosophila) reagem quando colocadas em uma dieta reduzida.

Testes mostraram que a dieta reduzida ou a fome normalmente levam as moscas da fruta à hiperatividade. Os pesquisadores notaram que uma mosca faminta zumbe ferozmente em busca de mais comida.

Segundo o estudo, isso acontece porque uma enzima chamada quinase AMP ativada estimula a secreção do hormônio adipokinetic, que é o equivalente funcional do glucagon presente no pâncreas humano.

Este hormônio age contrário à insulina e diz ao corpo para liberar o açúcar, ou a comida, necessários para abastecer a hiperatividade das moscas. O corpo usa até suas reservas de energia para encontrar alimento.

No entanto, quando Johnson e sua equipe desligaram quinase AMP ativada, as células diminuíram a liberação de açúcar e a resposta hiperativa parou quase completamente, mesmo em moscas famintas.

"Como as moscas da fruta e os seres humanos partilham 30% dos mesmos genes e os nossos cérebros são essencialmente ligados da mesma forma, esta descoberta poderia fornecer base para a pesquisa metabólica em geral, e especificamente a investigação do diabetes. A base da composição biofísica e bioquímica é a mesma. A diferença na complexidade está apenas no número de células. Por serem simples, as moscas têm aproximadamente 100 mil neurônios em comparação com cerca de 11 mil milhões em seres humanos" conclui Johnson.

Veja mais detalhes sobre esta pesquisa (em inglês).

Fonte: Isaude.net