Saúde Pública
09.08.2012

Comitê Olímpico Internacional incentiva atletas a se protegerem do HIV

Cartilha destaca, além da importância da prevenção à Aids, o papel deles na formação de opiniões referentes ao combate à doença

Imagem - Olimpic Org.
Cartilha informativa sobre DST/Aids, produzida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) em parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS)
Cartilha informativa sobre DST/Aids, produzida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) em parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS)

Está à disposição dos atletas olímpicos, em Londres, uma cartilha informativa sobre DST/Aids. Produzida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), em parceria com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), a cartilha destaca aos atletas como se prevenir do HIV e sobre o papel deles na formação de opiniões referentes ao combate da doença.

O material informa que o esporte e a atividade física trazem benefícios aos soropositivos e devem ser incentivados. Além disso, ressalta que os atletas olímpicos são tidos como modelos para um grande grupo de pessoas, e que alguém nessa posição falando sobre HIV e aids pode fazer uma diferença real para a vida de alguém.

As cartilhas sugerem ainda que os atletas, ao usarem o laço vermelho, símbolo no enfrentamento da pandemia, demonstram comprometimento pessoal com a causa e com quem vive com a doença.

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é citado como exemplo por suas campanhas de sensibilização para os atletas, distribuição de materiais informativos e preservativos, e promoção de palestras. O COB cooperou com a publicação da versão em português da cartilha.

Durante a olimpíada de Londres, estão sendo distribuídos cerca 150 mil preservativos na Vila Olímpica, 50 mil a mais do que o disponibilizado na última edição, em Pequim.

Comportamento de risco

Segundo o documento, a realidade é que a maioria das pessoas que participam de atividades esportivas exercem comportamentos que os colocam em risco de transmissão do HIV. Os técnicos têm a oportunidade através do esporte de promover uma mudança no comportamento para aqueles que são sexualmente ativos e incentivar comportamentos seguros entre aqueles que ainda não são sexualmente ativos.

A cartilha descreve ainda o fato de os treinadores terem o risco de infecção pelo HIV. " Antes de ensinar os outros, é preciso estar ciente da doença" , informa o texto. Isso significa não apenas conhecer o básico sobre o HIV e AIDS, mas também viver de uma forma que protege contra a infecção.

Vencendo barreiras

De acordo com o diretor executivo da UNAIDS, Michel Sidibé, " a Aids continua a desafiar as comunidades e indivíduos em todo o mundo. Um terço dos 33,4 milhões de pessoas vivendo com HIV têm em média 25 anos, e muitos estão envolvidos em esportes, quer como espectadores ou como participantes" , afirma.

Sidibé também alerta para a importância do esporte na conscientização dos esportistas sobre a doença. Para ele, " o esporte quebra barreiras, constrói a autoestima e pode ensinar habilidades de vida e comportamentos saudáveis" , conclui.Veja a cartilha oficial do comitê.

Com informações da Agência Aids

Fonte: Isaude.net