Geral
03.08.2012

Ministro da saúde destaca importância da abertura de vagas em cursos de medicina

Percentual de médico por habitante do Brasil é inferior ao de outros países com sistema universal de saúde

Foto: Ministério da Saúde
Alexandre Padilha, ministro da Saúde, durante inauguração de faculdade de medicina, na zona leste da capital paulista
Alexandre Padilha, ministro da Saúde, durante inauguração de faculdade de medicina, na zona leste da capital paulista

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da abertura de vagas nos cursos de medicina em regiões com maior demanda do Sistema Único de Saúde (SUS) nesta sexta-feira (3), durante inauguração de instituição de ensino superior, na zona leste de São Paulo. Para ele, desta forma será possível aumentar o número de médicos e promover uma melhor distribuição desses profissionais no país.

Atualmente o país conta com proporção de 1,83 médico para cada mil habitantes. Dentre os países com sistemas universais de saúde, o Brasil é o de menor percentual de médicos. A taxa é menos da metade da de Cuba (6), Espanha (3,96) e Portugal (3,87).

Quando a comparação é feita entre os estados, a situação é ainda mais crítica. Enquanto Brasília tem 4 médicos para cada mil habitantes, no Maranhão a proporção é 0,6 por mil. Em São Paulo, a taxa é de 1,9 médico por mil habitantes. Segundo Padilha, a maioria das novas vagas em medicina foi para as regiões Norte e Nordeste do país.

" Fechamos uma parceria com o Ministério da Educação desde o ano passado. A abertura de vagas em cursos de medicina agora leva em conta a demanda do SUS. Nossa prioridade é abrir vagas nas instituições federais ou nas particulares, desde que com qualidade. Sobretudo em regiões que não têm vagas de medicina. A zona leste de São Paulo é um exemplo disso" , explicou o ministro.

O ministro destacou o financiamento dos estudos de alunos de medicina como mais um instrumento no combate à desigualdade na distribuição de médicos no país. " Criamos uma regra, junto com o Ministério da Educação, na qual, se o estudante que tiver Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] e for atuar onde o SUS precisa dele, além do salário, ele vai ter descontado a sua dívida" , explicou.

com informações da Agência Brasil

Fonte: Isaude.net