Ciência e Tecnologia
31.07.2012

Remoção completa de rim deixa homens 3,5 vezes mais propensos à disfunção erétil

Nefrectomia total tem impacto negativo sobre a função erétil, enquanto remoção parcial do órgão pode proteger função sexual

Foto: UC San Diego
Autor sênior do estudo Ithaar Derweesh realiza cirurgia para tratar carcinoma de células renais
Autor sênior do estudo Ithaar Derweesh realiza cirurgia para tratar carcinoma de células renais

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, identificaram ligação entre nefrectomia total - remoção completa do rim - e disfunção erétil.

Estudo retrospectivo avaliou dois grupos de homens, totalizando 432 pacientes, submetidos à cirurgia para tratar carcinoma de células renais. Um grupo foi submetido à remoção completa do rim, enquanto o outro tinha o órgão poupado na cirurgia. A função sexual foi medida antes e após a operação por meio do questionário de saúde sexual conhecido como Índice Internacional de Função Erétil.

De acordo com o autor sênior do estudo Ithaar Derweesh, resultados sugerem que a remoção do rim tem impacto negativo sobre a função erétil, enquanto a remoção parcial do órgão pode proteger a função sexual.

"Aproximadamente seis anos após a cirurgia, os pacientes submetidos a uma nefrectomia total foram 3,5 vezes mais propensos a desenvolverem disfunção erétil em comparação com aqueles que tiveram o rim reconstruído", diz o pesquisador.

"O principal argumento para poupar o órgão na cirurgia ao invés de removê-lo completamente é de preservar a função de filtragem dos rins. No entanto, estamos começando a entender que a remoção total do rim pode também aumentar o risco de doenças metabólicas e diminuir significativamente a qualidade de vida", destaca o principal líder do projeto, Ryan Kopp.

Estudos anteriores conduzidos por Derweesh reúnem evidências de que a nefrectomia parcial pode reduzir o risco de osteoporose e insuficiência renal crônica, que pode levar a eventos cardíacos e perturbações metabólicas.

O presente estudo foi publicado online na revista British Journal of Urology International.

Fonte: Isaude.net