Geral
30.07.2012

30 de cada 100 mil aposentados usuários da Previdência têm doença de coluna

Ortopedistas divergem sobre fórmula para cálculo do peso máximo, mas entidade internacional recomenda limite de 25 kg

Foto: Antonio Cruz/ABr
Doenças de coluna correspondem a cerca de 30 casos de aposentadorias para cada grupo de 100 mil beneficiários da Previdência Social
Doenças de coluna correspondem a cerca de 30 casos de aposentadorias para cada grupo de 100 mil beneficiários da Previdência Social

Doenças de coluna são responsáveis por cerca de 30 aposentadorias para cada grupo de 100 mil beneficiários da Previdência Social, além de estar entre as principais causas de licenças médicas. A maioria dos afetados é de homens, principalmente com idade avançada. A forma de levantar um peso e a massa do trabalhador com relação à do objeto devem ser observadas para evitar danos à coluna.

Enquanto alguns ortopedistas recomendam que uma pessoa deve levantar no máximo o equivalente a 50% do seu peso, outros preferem uma recomendação menos genérica, que individualize a capacidade do ser humano para carregar determinado peso, de acordo com as suas condições físicas e da saúde em geral. Há ponderação, nessas recomendações, no que se refere às mulheres, pois normalmente são tidas como menos fisiologicamente formadas para tarefas pesadas.

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece que o trabalhador pode carregar até 60 quilogramas (kg), mas em nível internacional a Niosh (National Institute for Ocupational Safety and Health), órgão internacional que fixa normas para a questão, determina o limite de 25 kg no exercício das tarefas laborais. Esse é o critério seguido nos países europeus.

O presidente da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), Carlos Campos, que é médico e ergonomista, opina que "há um conjunto de condições que precisam ser observadas" para se avaliar o peso que uma pessoa deve carregar "sem prejudicar a saúde".

Isso inclui, conforme explica o médico, uma série de situações ligadas às condições da pessoa e ao tipo da carga: o tempo que vai ser empregado para o seu deslocamento; o esforço que vai ser feito para retirá-la de onde está colocada, e a forma com que ela vai ser conduzida pelas mãos, além da observância de detalhes sobre a manipulação com o auxílio de equipamentos.

Além disso, diz Carlos Campos, "tudo vai depender de onde está o peso, se está no solo, a que distância está do corpo de quem vai carregar, quanto se vai ter que encurvar a coluna para pegá-lo". Segundo ele, " quanto mais perto do corpo o peso estiver, melhor será para o conforto de quem vai transportá-lo". Para o especialista, é preciso levar em conta também quanto tempo levará a tarefa e com que frequência será executada ao longo do dia.

Atualmente, tramita na Câmara dos Deputados um Projeto de Lei que reduz de 60 kg para 30 kg a carga máxima que um trabalhador pode carregar individualmente, alterando o artigo 198 da CLT que trata desse limite. Os 60 kg fixados na legislação brasileira foram adotados há mais de um século.

com informações da Agência Brasil<>

Fonte: Isaude.net