Geral
26.07.2012

Americana de 17 anos cria "cerébro" artificial capaz de detectar câncer de mama

Redes Artificiais desenvolvidas por Brittany Wenger podem ajudar médicos com respostas precisas antes de procedimentos invasivos

Foto: Andrew Federman/Google
Brittany Wenger usou livro de programação para criar 'cérebro' artificial
Brittany Wenger usou livro de programação para criar 'cérebro' artificial

A estudante americana Brittany Wenger, 17, criou um "cérebro" artificial que pode ajudar no diagnóstico preciso de câncer de mama. A expectativa é de que a nova ferramenta ajude médicos a ter um diagnóstico mais confiável antes da realização de procedimentos invasivos.

As Redes Neurais Artificiais são capazes de reconhecer padrões de tecidos de complexidade fora do alcance de seres humanos. O software trabalha classificando a malignidade de massas extraídas por biópsia por aspiração com agulha fina.

O uso médico exige que as redes neurais sejam precisas a fim de reduzir falsos negativos malignos. Com base em dados coletados pela Universidade de Wisconsin (EUA), no início dos anos 1990, o primeiro projeto avalia três modernas plataformas comerciais de redes neurais. São analisados vários dados, cada um testado dez vezes. Em cada ensaio, é selecionada aleatoriamente uma parcela de 10% do conjunto de dados para avaliar a capacidade de identificação da rede.

A estudante explica que o programa permite a identificação de amostras inconclusivas (capacidade não encontrada em produtos no mercado), no entanto, reconhece que mais amostras são necessárias para melhorar a capacidade da rede, uma vez que ela ganha mais precisão à medida que é "treinada".

A rede realizou testes em 6.800 amostras, com taxa de sucesso de 97,4%, com 99,1% de sensibilidade à malignidade, 5% mais que a melhor rede comercial disponível, segundo a jovem pesquisadora. Além disso, 7,6 milhões de testes foram realizados através de diferentes tamanhos de amostra em treinamento para demonstrar que a sensibilidade da rede melhora à medida que recebe mais amostras.

"O serviço de nuvem global de Redes Neurais para o câncer da mama pode estar pronto para diagnosticar pacientes reais, é necessária mais participação global para confirmar os resultados e aumentar o sucesso em amostras cegas", disse Brittany. O serviço foi disponibilizado em formato nuvem (software na rede), e está hospedado no Google App Engine.

Fonte: Isaude.net