Saúde Pública
22.07.2012

Volta da maior conferência mundial aos EUA marca nova fase na luta contra Aids

O tema "Virando a Maré Juntos" traduz os resultados promissores sobre o tratamento do HIV e a prevenção biomédica

Foto: IAS/Steve Shapiro
Coletiva de imprensa sobre a XIX Conferência Internacional da Aids, realizada em 17 de julho de 2012
Coletiva de imprensa sobre a XIX Conferência Internacional da Aids, realizada em 17 de julho de 2012

A XIX Conferência Internacional sobre Aids começa, neste domingo (22), buscando enfatizar o compromisso global como "crucial para mudar o rumo da epidemia de Aids." Várias agências das Nações Unidas vão participar do encontro, incluindo o Unicef, o Unaids e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A 19ª edição da conferência tem como tema "Turning the Tide Together (Virando a Maré Juntos) " em um momento onde a ciência "apresenta resultados promissores sobre o tratamento do HIV e a prevenção biomédica." A afirmação é da Sociedade Internacional da Aids (IAS), organizadora do encontro que ocorre a cada dois anos e é considerada a maior conferência mundial sobre HIV.

A reunião, que este ano deve atrair cerca de 25 mil cientistas, ativistas e celebridades, foi realizada fora dos EUA por duas décadas porque, em 1987, o Senado americano aprovou, por unanimidade, uma medida impedindo que qualquer pessoa com a infecção pelo HIV entrasse no país. A conferência de 1990, em San Francisco, foi a primeira realizada depois que a medida foi aprovada. Gravemente prejudicado pela falta de delegados, o evento resultou em um anúncio da Universidade de Harvard, prevista para ser a anfitriã da próxima edição da conferência, que iria retirar o seu patrocínio a menos que o proibição caisse. Sem resultado, a conferência de 1992 foi realizada em Amsterdan e ficou fora dos EUA até que o presidente Barack Obama derrubou a medida.

A retomada da conferência nos EUA este ano marca uma nova fase no enfrentamento da epidemia. O último relatório do UNAIDS, a agência das Nações Unidas que monitora a epidemia global, informou grandes mudanças no desenvolvimento da doença no mundo. O relatório, divulgado quarta-feira (18), constatou que entre os 34,2 milhões de pessoas vivendo com HIV somente 1,7 milhão de mortes foram registradas em 2011, em comparação a 1,8 milhões no ano anterior e um pico de 2,3 milhões em 2005. Ao mesmo tempo, segundo o relatório, as novas infecções caíram 20% nos últimos 10 anos.

Paralelamente, após anos de decepções, a pesquisa está retornando resultados esperançosos para a prevenção e tratamento. Três anos atrás, os cientistas relataram os primeiros resultados promissores na busca de uma vacina contra o HIV, considerada a chave para a erradicação global da doença. Dois anos atrás, os pesquisadores publicaram os primeiros ensaios parcialmente bem sucedidos que relaciona o uso de microbicida com um coquetel de drogas que podem prevenir a infecção. No ano passado, um estudo de nove países demonstrou que o início rápido do tratamento de pessoas infectadas poderia impedir a transmissão da doença. Desde 2007, os cientistas vêm acompanhando de perto o "progresso do" paciente de Berlim ", a única pessoa que, em mais de 30 anos de infecção, parece ter sido curada do HIV.

Conheça o site oficial do evento (em inglês)

Conheça o maior evento do mundo sobre aids. Acompanhe depoimentos várias pessoas vivendo com aids e de autoridades de todo globo, incluindo o presidente americano Barack Obama (em inglês)

Fonte: Isaude.net