Geral
20.07.2012

MS amplia acesso a medicamento para tratar rejeição de rim transplantado

Medida, que possibilita rápida recuperação do paciente, beneficia hospitais habilitados na realização da cirurgia

Foto: Clauber Caetano/PR
Helvécio Magalhães, secretário Nacional de Atenção à Saúde
Helvécio Magalhães, secretário Nacional de Atenção à Saúde

A partir de agora, todos os hospitais habilitados para realização da cirurgia poderão usar o medicamento imunoglobulina em pacientes que apresentarem rejeição do órgão após a cirurgia. Segundo informou a Ministério da Saúde, esta iniciativa possibilita uma rápida recuperação, além da melhoria na qualidade de vida do paciente. A medida foi publicada, nesta sexta-feira (20), no Diário Oficial da União (DOU).

Outra novidade é a incorporação do exame C4d na tabela de procedimentos, que possibilita a identificação da rejeição aguda provocada por anticorpo no organismo do transplantado. Quando identificada, logo após a cirurgia, o paciente passa a ser medicado com imunoglobulina o que aumenta as chances do órgão transplantado se adaptar ao organismo do paciente. Para isso, o Ministério da Saúde destinará, anualmente, R$ 10 milhões a mais para aquisição do medicamento e para a realização do exame.

Segundo o secretário Nacional de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, esta medida significa uma ampliação na assistência ao paciente que necessita desses serviços por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). " Cerca de 30% dos transplantes de rim realizados podem apresentar rejeição. Quanto mais cedo identificarmos esse problema, melhor será a recuperação do paciente" , pondera.

O medicamento estará disponível a partir de agosto em toda rede, afirma o secretário. " Com a publicação do protocolo, serão tomadas as providências para inclusão do exame C4d na tabela do SUS e o fornecimento da imunoglobulina para os pacientes que apresentem falência ou rejeição de transplante de rim" , acrescenta.

Fonte: Isaude.net