Ciência e Tecnologia
11.07.2012

Camisa com tecido modificado é capaz de armazenar energia elétrica

Em um futuro próximo, roupas podem ser usadas para carregar aparelhos eletrônicos como celulares, tablets e dispositivos médicos

Foto: Michael Brown/University of South Carolina
Xiaodong Li (no primeiro plano) demonstra flexibilidade do tecido de carbono ativado
Xiaodong Li (no primeiro plano) demonstra flexibilidade do tecido de carbono ativado

Uma equipe de cientistas da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, (EUA) conseguiu converter tecidos em dispositivos de armazenamento de energia elétrica. Projeto tem potencial para viabilizar, em um futuro próximo, a produção de roupas capazes de carregar aparelhos eletrônicos como celulares, tablets, assim como dispositivos médicos.

A pesquisa foi liderada pelos professores Xiaodong Li e Lihong Bao. Resultados publicados na Advanced Material Journal revelam como os investigadores converteram a celulose do tecido de uma camisa simples em carbono sem que o material perdesse a sua flexibilidade. Para isso, os investigadores colocaram a peça em uma solução de fluoreto, que em seguida, foi seca e submetida a temperaturas elevadas.

A dupla então descobriu que se utilizassem pequenas partes de tecido como elétrodos, o material atuaria como uma bateria elétrica. Eles então decidiram revestir as fibras com óxido de manganésio para melhorar o rendimento do invento e criaram assim um " carregador de bateria que pode ser vestido" .

" Todos os dias, vestimos os tecidos dos quais são feitos as nossas roupas. Um dia, estas poderão desempenhar mais funções, como armazenar energia elétrica que permita carregar dispositivos" , afirma Li.

Os pesquisadores se mostram particularmente satisfeitos por ainda terem melhorado os meios pelos quais fibras de carbono ativadas são obtidas. "Os métodos atuais utilizam óleo ou produtos químicos prejudiciais ao meio ambiente", observa. "Esses processos são complicados e produzem produtos secundários nocivos à saúde. Nosso método é um processo muito barato e ' verde'" , conclui.

Fonte: Isaude.net