Geral
06.07.2012

Comunicação entre intestino e cérebro explica sensação de saciedade pós-refeição

Ciclo que ocorre após ingestão de alimentos ricos em proteína pode melhorar prevenção e tratamento da obesidade

Foto: Stock Xchng
De acordo com estudo, sensação de saciedade, pós-refeição, está ligado diretamente entre cérebro e intestino
De acordo com estudo, sensação de saciedade, pós-refeição, está ligado diretamente entre cérebro e intestino

Pesquisadores da Universidade de Lyon, na França, descobriram que sinais trocados entre o intestino e o cérebro são responsáveis por garantir a sensação de saciedade após uma refeição rica em proteína.

A pesquisa, publicada na revista Cell, pode pavimentar o caminho para futuras abordagens no tratamento e prevenção da obesidade.

A ingestão de alimentos pode ser modulada por meio dos receptores Mu-opiáceos (Mors) nos nervos encontrados nas paredes da veia porta hepática, vaso sanguíneo que drena sangue do sistema digestivo.

Pesquisas anteriores mostraram que estimular os receptores aumenta a ingestão de alimentos, enquanto bloqueá-los suprime o desejo por comida.

Agora, os investigadores descobriram que os peptídeos, produtos da digestão de proteínas, bloqueiam Mors e controlam o apetite. Os peptídeos enviam sinais ao cérebro que são então transmitidos de volta para o intestino para estimular a liberação de glicose, retendo o desejo de comer.

Para o trabalho, os pesquisadores utilizaram ratos que foram geneticamente modificados para não ter Mors. Os animais sem os receptores não realizaram esta liberação de glicose e não mostraram sinais de saciedade depois de comer alimentos risco em proteína.

A equipe acredita que, como os receptores Mors também estão presentes nos neurônios que revestem as paredes da veia porta em seres humanos, os mecanismos descobertos no estudo podem também ser aplicados aos seres humanos.

"Esses achados explicam o efeito de saciedade das dietas ricas em proteína. Eles fornecem uma compreensão nova do controle da ingestão alimentar e da sensação de fome, que podem oferecer novas abordagens para tratar a obesidade no futuro", conclui Mithieux.

Fonte: Isaude.net