Saúde Pública
05.07.2012

Casal culpa corte no orçamento do serviço de saúde britânico pela morte do filho

Equipe médica se recusa a fazer o parto durante o final de semana argumentando falta de equipamento e pessoal

Casal culpa cortes no orçamento do serviço de saúde britânico (NHS) pela morte do filho, após médicos se recusarem a fazer o parto durante um final de semana.

A poucos dias de dar à luz Cheryl Hurley foi submetida a um exame de rotina que revelou um problema com o fornecimento de sangue de sua placenta para seu filho. De acordo com informações do Daily Mail, a mulher de 35 anos e seu marido Alex Stevens, 40, ficaram surpresos quando os médicos disseram que eles teriam que esperar quatro dias para que o parto pudesse ser realizado.

A equipe do NHS do Southend Hospital - que teve que fazer um corte de cerca de R$ 400 milhões até 2014 - argumentou que o procedimento não poderia ser realizado devido a falta de pessoal e equipamento durante os finais de semana

No entanto, o casal insistiu em uma ação imediata, mas foi informado que o problema não era grave e foram mandados para casa, onde o bebê morreu. Hurley então teve que retornar ao hospital onde médicos retiraram de seu útero o bebê sem vida que chamou de Hayden.

"Acho que o que aconteceu é resultado direto dos cortes no orçamento e falta de financiamento. O NHS deveria ser um serviço 24 horas", disse o pai revoltado.

"Nós literalmente imploramos à equipe médica para manter Cheryl durante o fim de semana e realizar o parto, mas nosso pedido foi recusado a mandaram para casa. Eles nos disseram que não poderiam realizar a cirurgia por falta de pessoal e equipamentos e que eles não realizam partos durante o fim de semana. Eles sabiam que havia um problema e não fizeram nada," lamenta Alex.

O parto de Hurley estava agendado para a segunda-feira dia 25 de junho, mas o problema foi descoberto na quinta-feira anterior. A assessoria do hospital informou que uma investigação interna foi iniciada para apurar o caso.

Fonte: Isaude.net