Geral
26.06.2012

Proteínas encontradas no girassol auxiliam tratamento de doenças da pele

Pesquisa pode melhorar entendimento sobre como enzimas específicas contribuem para condições como dermatite e eczema

Foto: Divulgação/Miriadna
Peptídeo SFTI presente nos girassóis pode levar a novos tratamentos para doenças da pele
Peptídeo SFTI presente nos girassóis pode levar a novos tratamentos para doenças da pele

Proteínas encontradas em girassóis podem auxiliar no tratamento de pessoas com doenças da pele. É o que sugere estudo de pesquisadores da Queensland University of Technology, na Austrália.

A pesquisa pode melhorar as condições de vida de pacientes com dermatite, eczema.

A equipe, liderada por Simon de Veer, estava trabalhando para desenvolver novos inibidores de três proteases da pele, enzimas que desempenham um papel importante na regeneração constante da derme.

Trabalhando com o peptídeo conhecido como inibidor de tripsina de girassol (SFTI), e alterando sua superfície de ligação, os investigadores criaram um inibidor das três proteases da pele chamado peptidase relacionada à calicreína (KLK) 5, 7 e 14.

Segundo De Veer, esses inibidores são a peça que faltava do quebra-cabeça para quem sofre de doenças da pele. "Proteases na pele estão principalmente envolvidas na retirada de células velhas da superfície da pele, quebrando as ligações que normalmente as mantém juntas como parte da barreira de proteção. Isso exige um balanceamento para manter a estrutura e a espessura da pele normal. Excesso de atividade deixa a pele mais permeável do que o habitual, o que significa que está aberta a alérgenos, infecções e perda de água", explica De Veer.

O peptídeo SFTI de ocorrência natural em girassóis é um inibidor eficaz de uma protease chamada tripsina, que se assemelha às proteases calicreínas na pele humana.

"Nosso objetivo foi aproveitar a atividade de SFTI e tornar a superfície de ligação mais capaz de direcionar as proteases e ajudar a restaurar a pele ao seu estado original", afirma o pesquisador.

A equipe acredita que os resultados do trabalho pode criar uma nova visão sobre como as proteases contribuem para as doenças da pele e, potencialmente, levar a novos tratamentos para essas condições.

Fonte: Isaude.net