Ciência e Tecnologia
23.06.2012

Técnica rastreia ação de células-tronco transplantadas em pacientes com leucemia

Abordagem permite monitorar células estaminais de forma eficaz, evitando complicações para a saúde dos pacientes

Foto: University of Liverpool
Dra. Lara Bogart utiliza um microscópio fototérmico para examinar células estaminais vivas
Dra. Lara Bogart utiliza um microscópio fototérmico para examinar células estaminais vivas

Cientistas da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, desenvolveram um novo método capaz de rastrear células-tronco no organismo de pacientes com leucemia que receberam transplantes.

A abordagem, descrita na revista ACS Nano, permite controlar as células-tronco de forma eficaz, evitando sérias implicações para a saúde do paciente.

As células-tronco têm o potencial para tratar muitas doenças e distúrbios onde a sobrevivência do paciente depende da doação de órgãos e tecidos. Atualmente, no entanto, é difícil para os médicos determinar se as células-tronco sobreviveram após transplante no organismo e se atingiram o alvo ou migraram para outro lugar.

A fim de controlar as células estaminais, os cientistas usam nanopartículas superparamagnéticas de óxido de ferro (SPIONs) para rotular as células antes de serem administradas no paciente. Estas partículas podem ser captadas pela ressonância magnética (RM) e ajudar os médicos a determinar se as células-tronco atingiram o alvo pretendido. As condições dentro das células do corpo, no entanto, podem levar à degradação das SPIONs e reduzir de detecção a longo prazo.

Agora, os cientistas desenvolveram métodos para visualizar SPIONs nas células antes de entrarem no corpo para saber para onde as partículas vão dentro da célula e ajudar a prever como elas podem trabalhar no quando entram no corpo durante um longo período de tempo.

Para isso, eles utilizaram uma técnica fototérmica, sistema de imagem óptico único, para melhorar a rotulagem das SPIONs de modo que as partículas sobrevivam durante mais tempo e tenham um impacto mínimo sobre a função das células transplantadas.

As células-tronco têm o potencial de substituir e reparar o tecido danificado para evitar a longa espera por um transplante de órgão ou tecido. A investigação poderia ser usada para tratar uma grande variedade de doenças tais como Alzheimer, Parkinson e diabetes tipo 1.

"A fim de explorar plenamente este potencial, no entanto, mais desenvolvimentos tecnológicos são necessários para entender como as células-tronco se comportam no corpo após o transplante. Se não podemos controlar as células-tronco de forma eficaz, isso pode ter sérias implicações para a saúde do paciente. Estudos têm demonstrado que se as células migram para o sistema circulatório, além do órgão-alvo, elas podem causar inflamação no corpo", afirma a líder da pesquisa Lara Bogart.

A equipe acredita que usando o novo sistema de imagem pode ser capaz saber a localização precisa das células-tronco no organismo e como elas se comportam ao longo do tempo. "Esperamos usar essa informação para melhorar a compreensão do sinal de ressonância magnética que acompanha SPIONs uma vez que as células-tronco foram transplantadas", conclui Bogart.

Veja mais detalhes sobre esta pesquisa (em inglês).

Fonte: Isaude.net