Ciência e Tecnologia
20.06.2012

Consumo moderado de álcool na gravidez não causa dano neurológico nos fetos

Estudo sugere que ingerir até oito drinques por semana não altera função executiva e QI das crianças aos cinco anos de idade

Foto: Monkey Busines
Consumo moderado de álcool no início da gestação não causa danos à saúde dos filhos, revela estudo
Consumo moderado de álcool no início da gestação não causa danos à saúde dos filhos, revela estudo

O c onsumo moderado de álcool no início da gravidez não está ligado a problemas de desenvolvimento neurológico em fetos, de acordo com pesquisadores dinamarqueses.

Os dados mostram que os filhos de mães que consumiram de um a oito drinques por semana não apresentaram nenhum efeito neuropsicológico aos cinco anos de idade, período escolhido pelos pesquisadores para realização do acompanhamento.

Para o trabalho, a equipe de pesquisa da Aarhus University produziu cinco artigos que avaliaram os efeitos do consumo baixo, moderado, alto e em excesso de álcool nas crianças.

O consumo semanal baixo de álcool foi definido como 1 a 4 drinques por semana, o moderado de 5 a 8 drinques por semana e o elevado 9 ou mais drinques por semana. O consumo excessivo de álcool foi definido como a ingestão de 5 ou mais bebidas em uma única ocasião. As participantes que não beberam durante a gravidez foram incluídas como grupo de referência.

Um total de 1.628 mulheres participou dos estudos. A idade média materna foi de 30,9 anos, 50,1% eram mães pela primeira vez, 12,1% eram solteiras e 31,4% relataram fumar durante a gravidez.

Os pesquisadores analisaram os efeitos do álcool sobre o quoeficiente de inteligência (QI), atenção, funções executivas, como planejamento, organização e autocontrole das crianças aos cinco anos de idade.

Filhos de mães que consumiram até oito drinques por semana não apresentaram nenhum efeito neuropsicológico
No geral, os resultados mostraram que o consumo semanal baixo a moderado de álcool no início da gravidez não teve efeito significativo sobre desenvolvimento neurológico dos filhos.

As funções executivas e os níveis de QI das crianças não apresentaram nenhuma diferença entre os filhos cujas mães relataram beber de 1 a 4 ou 5 a 8 bebidas por semana no início da gravidez em comparação com filhos de mães que se abstiverem.

No entanto, os pesquisadores descobriram que a ingestão de 9 ou mais drinques por semana foi associada com menores índices de atenção entre as crianças.

"Nossos resultados mostram que o consumo moderado de bebidas alcoólicas não está associado com efeitos adversos sobre as crianças de cinco anos. No entanto, apesar dessas descobertas, estudos adicionais de grande porte devem ser realizados para investigar os possíveis efeitos a longo prazo", conclui o líder da pesquisa Ulrik Schiøler Kesmodel.

Fonte: Isaude.net