Geral
20.06.2012

ONU condena caso de aborto forçado de feto de sete meses na China

Casal foi agredido por autoridades locais por não ter condições de pagar multa de 40 mil yuans para dar à luz a um segundo filho

O Fundo da ONU para a População (Unfpa) recebeu com preocupação a notícia de que uma chinesa, grávida de sete meses, teria sido forçada a abortar. A agência afirma que se opõe de forma rigorosa a qualquer tipo de aborto forçado.

Segundo agências de notícias, a chinesa de 23 anos, da província de Shaanxi, foi agredida por autoridades locais e obrigada a interromper a gestação no último dia 2 de junho. Ela e o marido não tinham condições de pagar a multa de 40 mil yuans (R$ 12,8 mil) para dar à luz a um segundo filho.

A agência da ONU informou que a ação viola o consenso estabelecido em 1994 pela Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento do Cairo.

O escritório do Unfpa na China pediu uma investigação junto à Comissão de Planejamento Familiar do país. Vários funcionários chineses envolvidos no caso foram suspendidos de suas funções e que as investigações foram iniciadas.

De acordo com o Unfpa, a comissão chinesa informou que já tomou todas as providências oficiais necessárias para que esse tipo de violação não volte a ocorrer.

Ainda segundo as informações das agências, o caso ficou conhecido quando fotos da vítima, junto ao feto, foram disseminadas na internet. As imagens foram registradas pelo marido logo após a intervenção e tornaram-se "virais", causando indignação pública no país.

Fonte: ONU