Ciência e Tecnologia
19.06.2012

Tai Chi três vezes por semana aumenta volume cerebral de idosos

Pesquisa evidencia possibilidade de retardar aparecimento de demência e Alzheimer em pessoas mais velhas

Cientistas da Universidade do Sul da Flórida (EUA) e da Universidade Fudan (China) identificaram aumento no volume cerebral e melhorias em testes de memória e pensamento em idosos chineses que praticam Tai Chi três vezes por semana. O estudo foi publicado no Journal of Alzheimer's Disease.

Conclusões foram baseadas em um estudo randomizado controlado de oito meses com um grupo praticante de Tai Chi e outro que não recebeu nenhuma intervenção. O mesmo estudo também evidenciou aumento no volume do cérebro e melhorias cognitivas - embora mais tímidas - em idosos que participam de um grupo de discussão três vezes por semana.

Resultados mostram que o grupo que não participou das intervenções apresentou encolhimento do cérebro, o que é geralmente observado em pessoas com 60 e 70 anos.

Numerosos estudos têm mostrado que a demência e a síndrome de deterioração cognitiva gradual que a precede possuem associação com o encolhimento do cérebro, causada pela perda gradual das células e conexões nervosas do cérebro.

"A capacidade de inverter esta tendência com exercício físico e aumento da atividade mental implica que pode ser possível retardar o aparecimento de demência em pessoas idosas", diz o principal autor do estudo James Mortimer.

A presente pesquisa sugere que o exercício aeróbico está associado com aumento da produção de fatores de crescimento do cérebro. Resta determinar se formas de exercício como o Tai Chi - que incluem um componente importante exercício mental - são capazes de conduzir a efeitos semelhantes.

Uma questão levantada pelo estudo é se o exercício físico e a atividade mental sustentada é capaz de contribuir para a prevenção do Alzheimer, a forma mais comum de demência.

"Estudos epidemiológicos têm mostrado repetidamente que os indivíduos que praticam mais exercícios físicos ou são mais socialmente ativos estão em menor risco de desenvolver doença de Alzheimer", observa Mortimer, que conclui: " resultados atuais sugerem que estas práticas resultam no crescimento e preservação de regiões críticas do cérebro afetada por esta doença."

Fonte: Isaude.net