Geral
15.06.2012

Cirurgia reconecta nervos e restaura função da mão de pessoas com paralisia

Procedimento permite reverter a lesão medular e fornece liberdade funcional significativa aos pacientes

Técnica cirúrgica oferecida na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, é capaz de restaurar a função da mão de pessoas com lesão medular.

O procedimento delicado, que tem duração de quatro horas, une as minúsculas terminações nervosas de apenas um milímetro de largura para ajudar a restaurar a mobilidade da mão. A maioria dos pacientes volta para casa 24 horas após a cirurgia.

"Mesmo que um paciente pareça ter perdido a função total da mão, enquanto houver um nervo no braço ou no ombro sob seu controle, alguma mobilidade pode ser recuperada. A técnica permite reverter a paralisia e fornece uma liberdade funcional, de modo que os pacientes possam comer de forma independente, operar um computador ou segurar a mão de um ente querido", afirma o pesquisador Justin M. Brown.

Operando sob um microscópio, Brown e seus colegas desligaram o nervo danificado e o reconectaram a um saudável. O nervo saudável é retirado de debaixo dos músculos do braço superior e, em seguida, ligado a um ramo do nervo que fornece a função do dedo.

Em contraste com transferências musculares, transferências nervosas permitem que grupos musculares inteiros possam ser restaurados no braço sem mudar visivelmente a anatomia do corpo.

"Os nervos crescem a uma taxa de 1 milímetro por dia. Durante um período de seis a 12 meses, os pacientes podem, essencialmente, despertar os braços e mãos e voltar a um nível satisfatório de funcionalidade e melhor qualidade de vida", observa Brown.

Segundo Brown, ocasionalmente os pacientes sentem fraqueza temporária onde o nervo original saudável foi retirado. Estes músculos, no entanto, podem recuperar a sua resistência original. A imobilização raramente é necessária após a cirurgia. Os resultados mostram que as funções múltiplas da mão podem ser restauradas com um transplante único.

Nos Estados Unidos existem cerca de 300 mil pessoas que vivem com lesões na medula espinhal, com 12 mil novas lesões que ocorrendo a cada ano. Mais de metade destes danos no pescoço resultam em perda da função motora da mão e do braço.

De acordo com Brown, a técnica pode também ser oferecida em casos selecionados para pacientes com paralisia resultante de uma lesão traumática ou acidente vascular cerebral.

Fonte: Isaude.net