Profissão Saúde
14.06.2012

Profissionais da área da saúde de Minas Gerais decretam greve geral

Servidores de hospitais da rede Fhemig e de hemocentros da Fundação Hemominas cruzaram os braços nesta quinta-feira

Uma grande manifestação na manhã desta quinta-feira (14) marcou o início da greve geral dos trabalhadores da saúde pública de Minas Gerais por tempo indeterminado. Os servidores de vários hospitais da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) e de hemocentros da Fundação Hemominas cruzaram os braços e se concentraram na porta do Hospital João XXIII, e de lá seguiram em passeata pelas ruas do centro de Belo Horizonte até o pátio da Assembleia Legislativa, onde realizam uma assembleia geral para organizar o movimento grevista dos próximos dias.

O profissionais reivindicam do governo do estado reajuste salarial igual para todos, revisão do plano de carreira, pagamento dos direitos trabalhistas, melhoria nas condições de trabalho e redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais.

Várias unidades hospitalares e hemocentros estão operando, a partir de hoje, em escala mínima, ou seja, com apenas 30% do número de profissionais. O Sind-Saúde e os trabalhadores da saúde esperam que o governo tenha sensibilidade com a categoria e com a população e apresente propostas concretas.

Em um ato histórico, os servidores da UFMG, que estão em greve desde maio, se uniram aos trabalhadores da saúde e engrossaram o coro por melhorias nos salários e condições de trabalho dos servidores da saúde e educação de Minas e do Brasil. Outros sindicatos e movimentos sociais também estão apoiando a greve da saúde.

Os trabalhadores da saúde também apoiam a greve dos técnicos e professores da UFMG e das universidades federais. Só com união é que os trabalhadores conseguirão fazer com que os governos valorizem os servidores públicos.

Fonte: Isaude.net