Saúde Pública
26.04.2012

Revisão extensa de estudos mostra que celular não tem efeitos nocivos para saúde

Análise não encontrou ligações conclusivas entre exposição à radiofrequência e risco de câncer ou infertilidade

Foto: SXC
Pesquisadores britânicos afirmam que não existem evidências convincentes de que o uso de celulares causa efeitos adversos à saúde humana
Pesquisadores britânicos afirmam que não existem evidências convincentes de que o uso de celulares causa efeitos adversos à saúde humana

Não existem evidências convincentes de que o uso de telefones celulares causa efeitos adversos à saúde humana. É o que sugere um relatório divulgado pela Health Protection Agency, do Reino Unido.

Os cientistas examinaram centenas de estudos que mediram a exposição ao telefone celular e não encontraram ligações conclusivas com o risco de câncer, função cerebral ou infertilidade.

No entanto, eles afirmam que o monitoramento deve continuar porque os efeitos em longo prazo ainda não são bem conhecidos.

O trabalho, que atualiza uma revisão anterior de 2003, considerou evidências científicas sobre a exposição a campos eletromagnéticos de radiofrequência (RF) que são produzidos por tecnologias de telefonia móvel e outros dispositivos sem fio, como Wi-Fi, bem como transmissores de televisão e rádio.

O grupo de especialistas revisou muitas pesquisas significativas sobre os efeitos da exposição a baixos níveis de radiofrequência.

Eles concluíram que pessoas que não foram expostas acima dos níveis de recomendação do Reino Unido não apresentaram quaisquer sintomas detectáveis.

A equipe também descobriu que não havia nenhuma evidência de que a exposição causou tumores cerebrais ou outros tipos de câncer, ou danos à fertilidade ou saúde cardiovascular.

No entanto, eles ressaltam que muito pouco se sabe sobre os riscos em longo prazo porque o uso de telefones celulares em massa é relativamente recente.

"Mesmo que os resultados sejam relativamente tranquilizadores, acredito que é importante manter um olho sobre as taxas de tumores cerebrais e outros tipos de câncer. Não se pode saber quais são as consequências em longo prazo ainda", afirma o líder do trabalho Anthony Swerdlow.

Os especialistas dizem que mais trabalho é necessário para avaliar o efeito de campos de radiofrequência sobre a atividade cerebral e problemas comportamentais de crianças.

Eles também ressaltam a necessidade de mais investigações sobre os efeitos das novas tecnologias que emitem radiofrequência, como medidores inteligentes em residências e scanners de segurança de aeroportos.

Fonte: Isaude.net