Ciência e Tecnologia
20.04.2012

Sensor magnético minúsculo mede atividade no interior do cérebro humano

Dispositivo tem potencial para auxiliar no estudo de processos mentais e no monitoramento dos batimentos cardíacos fetais

Foto: Knappe/NIST
Sensor da NIST é do tamanho de um cubo de açúcar e pode medir a atividade do cérebro humano
Sensor da NIST é do tamanho de um cubo de açúcar e pode medir a atividade do cérebro humano

Cientistas do National Institute of Standards and Technology (NIST), nos Estados Unidos, desenvolveram um sensor magnético capaz de medir a atividade do cérebro humano.

O dispositivo tem potencial para aplicações biomédicas, tais como o estudo de processos mentais e para facilitar o entendimento de doenças neurológicas.

O sensor pode ser alimentado por baterias e poderá reduzir os custos de medições biomédicas não invasivas, como o monitoramento dos batimentos cardíacos fetais.

No novo trabalho, a equipe usou o sensor para medir as ondas alfa no cérebro associadas com o ato de uma pessoa abrir e fechar os olhos, bem como sinais resultantes da estimulação da mão.

As medições foram verificadas comparando os sinais gravados por um SQUID (dispositivo quântico supercondutor de interferência), considerado o "padrão ouro" para tais experimentos. O novo mini sensor é ligeiramente menos sensível, mas tem o potencial para um desempenho comparável ao oferecer vantagens em portabilidade, tamanho e custo.

Os resultados do estudo indicam o mini sensor pode ser útil na magnetoencefalografia (MEG), procedimento não invasivo que mede os campos magnéticos produzidos pela atividade elétrica no cérebro.

MEG é utilizada para a pesquisa básica sobre os processos perceptivos e cognitivos em indivíduos saudáveis, bem como triagem de percepção visual em recém-nascidos e mapeamento da atividade cerebral antes da cirurgia para remover tumores ou tratar a epilepsia.

"Estamos nos concentrando em criar sensores pequenos e de baixo custo. Ao desenvolver um sistema barato, podemos permitir que cada hospital tenha vários dispositivos para verificar a presença de lesões cerebrais traumáticas nos pacientes", afirma o coautor da pesquisa Svenja Knappe.

Fonte: Isaude.net