Geral
02.04.2012

Baixo nível de oxigênio nos tumores prevê recorrência do câncer de próstata

Pesquisa ajuda a identificar pessoas em maior risco de reincidência poucos anos após completarem o tratamento com radiação

Os níveis de oxigênio nos tumores podem ser usados para prever a recorrência do câncer de próstata em homens que ainda não passaram por sessões de radioterapia.

A pesquisa publicada na Clinical Cancer Research mostra que pacientes com baixos níveis de oxigênio (hipóxia) nos tumores têm piores resultados em um curto período de tempo e que desenvolvem recorrência poucos anos após completarem o tratamento.

Segundo os pesquisadores, o estudo pode mudar a maneira como o câncer de próstata é tratado e ajudar a garantir que todos os pacientes recebam o tratamento adequado desde o início com base em sua doença individual.

O câncer de próstata é geralmente tratado com cirurgia ou radioterapia e ainda sofre recorrência ou metástase em cerca de 25% dos homens tratados. A descoberta de indicadores, como o baixo nível de oxigênio nos tumores, permite que os médicos selecionem melhor os tratamentos mais eficazes para cada paciente, mesmo antes da entrega da radioterapia.

O líder da pesquisa, Michael Milosevic e seus colegas da University Health Network, no Canadá, mediram os níveis de oxigênio em 247 homens com câncer de próstata antes da terapia de radiação e os acompanharam por uma média de 6,6 anos.

Baixos níveis de oxigênio nos tumores previu a reincidência precoce após tratamento com radiação.

"Acreditamos que a assinatura genética de um tumor será outro preditor de recorrência promissor. Combinados, esses indicadores podem sinalizar que o câncer se espalhou em um nível previamente indetectável", afirma o pesquisador Robert Bristow, da Universidade de Toronto, no Canadá.

Milosevic e seus colegas esperam que a identificação dos fatores que influenciam o comportamento do câncer de próstata possa levar à exploração de novos medicamentos específicos para a hipóxia em tumores.

As descobertas também podem acelerar o desenvolvimento de novas estratégias de tratamento, informando os médicos sobre quando o tratamento complementar pode ser mais eficaz. "Saber o que funciona para cada paciente vai tornar o tratamento mais eficaz e melhorar os resultados para eles", conclui Milosevic.

Fonte: Isaude.net