Saúde Pública
14.03.2012

Paraná inicia monitoramento permanente para controle da raiva

Segundo secretaria, risco de casos em humanos é crescente. Ações visam prevenir uma possível epidemia

Foto: SES/PR
Reunião da Comissão Permanente de Controle da Raiva realizada pela Secretaria de Saúde do Paraná.
Reunião da Comissão Permanente de Controle da Raiva realizada pela Secretaria de Saúde do Paraná.

A Comissão Permanente de Controle da Raiva, instituída em janeiro deste ano, no Paraná, realizou, nesta semana, a primeira reunião para articular ações de monitoramento dos casos de raiva humana e animal. Grupo busca fortalecer a atuação da Secretaria da Saúde para evitar a ocorrência de novos casos da doença no estado.

" Há muito tempo se diz que a raiva está controlada no Paraná, contudo ainda há registros de casos em animais herbívoros. O risco de voltarmos a ter casos em humanos é crescente e por isso devemos intensificar as ações de vigilância em saúde para prevenir uma possível epidemia" , explicou o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz.

De acordo com a chefe do departamento de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, existem fragilidades no processo de notificação e análise dos casos suspeitos. " Neste ano vamos investir ainda mais em capacitações e focar na importância da coleta de amostras de animais com suspeita de raiva, ou sintomas neurológicos" , afirmou.

Segundo informou a secretaria, a comissão foi instalada em um período crítico em relação ao controle da raiva. O estado realiza campanhas anuais de vacinação de cães e gatos em municípios que fazem fronteira com o Paraguai (área de risco segundo o Ministério da Saúde). Contudo, as ações de bloqueio, realizadas quando há suspeita de raiva animal em alguns municípios, ficaram comprometidas com a decisão do Ministério da Saúde de suspender o envio de vacinas para esse tipo de medida emergencial.

Ainda de acordo com a secretaria, em 2009, o TECPAR, principal fornecedor de vacinas contra raiva do Brasil, teve que adequar seu processo de produção às novas regras impostas pelo Ministério da Saúde, o que dificultou o envio das vacinas para todo o país. " Essa realidade é mundial, ainda não existe um fornecedor que atenda toda a demanda brasileira" , disse Ivana.

As reuniões ocorrerão bimestralmente e serão coordenadas pelo departamento de Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde.

Fonte: Isaude.net