Foto Saúde
06.03.2012

Correr em maratonas não aumenta risco de sofrer parada cardíaca

Pesquisa avalia 11 milhões de pessoas e revela que possibilidade de ocorrer o problema é a mesma de outros esportes

Foto: MARTINERIC/WIKIMEDIA COMMONS
Acreditava-se que esse risco fosse muito alto para quem corre longos percursos. No entanto, foi constatado que a maioria das pessoas que sofreram ataque cardíaco nas provas tinham problemas cardíacos preexistentes e não diagnosticados.
Acreditava-se que esse risco fosse muito alto para quem corre longos percursos. No entanto, foi constatado que a maioria das pessoas que sofreram ataque cardíaco nas provas tinham problemas cardíacos preexistentes e não diagnosticados.

Correr os 42,2 quilômetros de uma maratona não aumenta o risco de sofrer parada cardíaca. Pelo menos, não mais do que outros esportes, segundo Aaron Baggish, do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos. A equipe de Baggish analisou todos os casos de parada cardíaca registrados entre os 11 milhões de pessoas que participaram de maratonas ou meias-maratonas nos Estados Unidos entre 2000 e 2010. O estudo foi divulgado recentemente na publicação New England Journal of Medicine.

Acreditava-se que o risco de sofrer parada cardíaca durante as provas fosse muito alto. Mas isso não foi observado. O trabalho mostrou que o risco é, no máximo, igual ao de quem faz triatlo ou corre esporadicamente. No total foram registradas 59 paradas cardíacas (42 fatais) nas maratonas e meias-maratonas. A maioria das pessoas cujo coração parou de bater nas provas tinha problemas cardíacos preexistentes e não diagnosticados.

Fonte: Isaude.net