Geral
03.03.2012

Hospital de Base do Distrito Federal faz milésimo transplante de rim

Secretário de Saúde quer colocar a unidade entre as quatro melhores do país em captação e doação de órgãos até o final de ano

Foto: Agência Brasília
Vânia Lúcia Lopes, paciente que recebeu milésimo transplante de rim no Hospital de Base
Vânia Lúcia Lopes, paciente que recebeu milésimo transplante de rim no Hospital de Base

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) realizou, em 22 de fevereiro, o milésimo transplante de rim por doadores vivos e falecidos. A paciente receptora foi a aposentada Vânia Lúcia Lopes, de 49 anos, que sofria de insuficiência renal crônica. A família do doador, que mora no DF, autorizou o transplante após a morte encefálica do paciente.

Com mais essa cirurgia de alta complexidade, Brasília trabalha para se consolidar como referência nacional em transplantes. A expectativa do secretário de Saúde, Rafael Barbosa, é de que a capital esteja, até o fim de 2012, entre as quatro melhores unidades do país em captação e doação de órgãos.

Por ano são registradas aproximadamente 20 doações de órgãos no DF. A média mensal de captação de rins de doadores falecidos é de três, de acordo com a Central de Captação de Órgãos do DF. Com isso, são realizados cerca de seis transplantes a cada mês.

A coordenadora da Central de Captação de Órgãos, Daniela Salomão, explica que o número de doações tem crescido desde 2004: " somente em 2011 tivemos 29 doadores e, este ano, as expectativas são de superação em relação ao ano passado" .

A estimativa se baseia no desempenho satisfatório de doações no primeiro bimestre do ano, com o registro de nove doadores. De janeiro para cá foram executados 84 transplantes, sendo 57 de córnea, 15 de rins, cinco de fígado e sete de coração. A fila de espera para transplantes de coração foi zerada.

Outra conquista na área de transplantes foi alcançada, em novembro do ano passado, com o credenciamento do DF para a realização de transplantes de fígado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O esforço agora é por consolidar o procedimento na capital do país. " Estamos procurando as pessoas que solicitaram tratamento fora de domicílio e marcando consultas com equipes médicas. O objetivo é viabilizar a transferência da inscrição desse público (na fila de espera) para o DF novamente" , diz Daniela Salomão.

Fonte: Isaude.net