Saúde Pública
03.03.2012

China quer limitar infecção de HIV em 1,2 milhões de pessoas até 2015

Autoridades locais chinesas serão obrigadas a comprovar seus conhecimentos sobre a doença nas avaliações anuais

Foto: Divulgação/Beijing Tours
Chineses circulam pela rua Wangfujing no centro antigo de Pequim. Plano de ação do governo vai limitar índice de pessoas com HIV no país
Chineses circulam pela rua Wangfujing no centro antigo de Pequim. Plano de ação do governo vai limitar índice de pessoas com HIV no país

Famosos por seus modelos de controle de natalidade, os chineses, agora, querem limitar os índices de pessoas vivendo com o HIV. Hoje, cerca de 780 mil chineses estão contaminados e 154 mil convivem com a doença. O objetivo é que este número não ultrapasse a casa de 1,2 milhões em 2015.

O projeto foi lançado esta semana e tem como base campanhas para incentivar a utilização correta das camisinhas. Até 2015, os preservativos ou máquinas de venda automática deverão estar disponíveis em 95% dos hotéis e de outras áreas públicas, e 90% dos grupos de alto risco deverão ter acesso a eles.

De acordo com o plano de ação, a rápida ascensão do vírus da Aids observada hoje deve ser controlada nas principais áreas e entre os principais grupos de pessoas; outra meta é reduzir o número de novas infecções em 25% em comparação com o do ano de 2010".

Segundo a nota divulgada no site do governo chinês, para lidar com a ignorância entre as autoridades locais sobre a doença, seus conhecimentos sobre a AIDS e sua capacidade de promover a educação pública farão parte das avaliações de desempenho anuais.

Embora elogiando as conquistas feitas ao longo dos últimos anos, incluindo a melhora na expectativa de vida para os pacientes com AIDS, o Conselho de Estado afirma que a China ainda enfrenta uma difícil tarefa para evitar a propagação da doença.

Ainda segundo a nota, "a expansão atual da AIDS é grave, existe uma discriminação generalizada na sociedade, o vírus é um problema de saúde pública em algumas áreas e entre os grupos de alto risco. As doenças sexualmente transmissíveis também estão em ascensão, uma preocupação especial neste momento em que a AIDS está sendo mais difundida na China por meio de relações sexuais. A situação está se tornando mais complexa e o trabalho de prevenção é extremamente difícil".

Os chineses afirmam ainda que o governo foi lento para reconhecer o problema de HIV/AIDS na década de 1990 e havia tentado encobri-lo quando centenas de milhares de agricultores pobres na zona rural na província de Henan foram infectados por meio de esquemas malfeitos de venda de sangue. Pequim, desde então, intensificou a luta, gastando mais em programas de prevenção, lançando esquemas para dar acesso universal a medicamentos anti-retrovirais e introduzindo políticas para reduzir a discriminação.

Fonte: Isaude.net