Profissão Saúde
25.02.2012

Cerca de 15% dos cirurgiões abusam ou são dependentes do álcool

Pesquisada Universidade de Washington aponta que problema está associado à depressão, estresse, e é mais comum entre mulheres

Cerca de 15% dos cirurgiões têm problemas com álcool, como abuso ou dependência. É o que aponta estudo desenvolvido na Universidade de Washington, nos Estados Unidos, e publicado no Archives of Surgery. Resultados do levantamento ainda mostram que os cirurgiões que mostraram sinais de alcoolismo tinham 45% mais chances de admitir que tinham cometidos erros médicos nos últimos três meses.
De acordo com informações divulgadas pela Reuters, o estudo, liderado por Michael Oreskovich, foi realizado por meio de relatórios enviados para mais de 25 mil cirurgiões, dos quais cerca de 7.200 foram respondidos. As perguntas eram sobre trabalho, estilo de vida e humor, e várias foram usadas para checar abuso ou dependência de álcool.
Em média, 15% dos cirurgiões mostraram sinais de problemas com a bebida. Outros estudos haviam estimado que, entre a população geral, a taxa de problemas com álcool está em torno de 9%.
O estudo não determinou por que os problemas com álcool podem ser mais comuns entre cirurgiões, campo que é considerado particularmente demandante, mas mostrou que os problemas estavam associados a médicos que também declararam problemas de depressão e burnout - estresse típico do ambiente de trabalho.
Entre os cirurgiões, cerca de 14% dos homens e 25% das mulheres mostraram sinais de problemas com álcool, embora o estudo não explique por que as mulheres parecem correr mais riscos.

Os autores argumentam que a possível causa de o problema ser mais comum entre mulheres seja o fato de o estresse de ser um cirurgião, e equilibrar obrigações do trabalho e pessoais, é mais comum em mulheres.
Entre 722 médicos que disseram ter cometido erros médicos nos últimos três meses, 77% tinham problemas com álcool.

No editorial que acompanha o artigo, os pesquisadores chamam atenção para o fato de a taxa de resposta à pesquisa ter sido muito baixa. Segundo a equipe, tal fato significa que a pesquisa não conseguiu representar o universo das pessoas que eles buscaram estudar.

Com base nessa afirmação, os cientistas observam que existe a possibilidade d a porcentagem de cirurgiões com problemas de alcoolismo seja subestimada porque as pessoas que têm problemas com álcool podem ter mais vergonha e medo de responder a pesquisa

Fonte: Isaude.net