Geral
07.02.2012

Efetividade do Xgeva é posta em dúvida para tratamentos contra câncer

FDA argumenta o remédio não contribui para alongar a vida de pacientes ou a atrasar progresso do câncer de próstata

Foto: EFE/Arquivo
Estudo realizado pela Amgen apontou que o Xgeva pode adiar em mais de quatro meses a disseminação do câncer nos ossos
Estudo realizado pela Amgen apontou que o Xgeva pode adiar em mais de quatro meses a disseminação do câncer nos ossos

A Administração de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), informou na última segunda-feira (6) que ainda não sabe se aprovará o uso do remédio Xgeva, usado para impedir fraturas e em tratamentos de câncer.

O uso de Xgeva já está aprovado em injeções para a prevenção de fraturas em ossos cancerosos sob uma formulação diferente, chamada Prolia, em casos de osteoporose.

Um estudo realizado pela Amgen - empresa de biotecnia americana que produz o tratamento - em 1.432 pacientes de câncer de próstata e que tinham deixado de responder ao tratamento com hormônios, revelou que o remédio adiou em mais de quatro meses a disseminação do câncer nos ossos em relação aos pacientes que receberam um placebo.

A FDA indicou em comunicado que deve determinar se esse atraso representa "uma medida adequada de benefício clínico", já que o remédio não contribui para alongar a vida dos pacientes ou a atrasar o progresso do câncer de próstata.

Além disso, 5% dos pacientes que usaram o Xgeva sofreram de osteonecrose, morte do osso por falta de irrigação sanguínea, na mandíbula.

Um comitê assessor deverá se pronunciar na quarta-feira sobre se considera conveniente recomendar o uso do remédio para impedir que o câncer se estenda aos ossos. A FDA se pronunciará depois da decisão do comitê.

Fonte: EFE