Geral
23.01.2012

Processo de produção do óxido nítrico no corpo humano é descoberto

Molécula é responsável por relaxar os vasos sanguíneos e aumentar o fluxo de sangue, melhorando a condição cardíaca

Foto: Vanderbilt University
Judy Aschner (a dir.), professora de Pediatria e diretora da Division of Neonatology na Vanderbilt University
Judy Aschner (a dir.), professora de Pediatria e diretora da Division of Neonatology na Vanderbilt University

Pesquisadores da Vanderbilt University, nos Estados Unidos, descobriram como o óxido nítrico, uma molécula sinalizadora importante do corpo, é produzido.

Entre suas atividades biológicas, o óxido nítrico relaxa os vasos sanguíneos e aumenta o fluxo de sangue, melhorando a condição cardíaca.

A pesquisadora Judy Aschner e seus colegas no Baylor College of Medicine relataram que uma enzima chamada ASL, parte do ciclo da ureia que remove amônia do corpo, desempenha um papel previamente não reconhecido e fundamental na produção de óxido nítrico.

No corpo, a enzima sintase de óxido nítrico (NOS) produz óxido nítrico a partir do aminoácido arginina. Aschner e seus colegas descobriram que NOS está presente em um complexo multiproteína, que é importante para a ativação da NOS e a produção de óxido nítrico.

A enzima ASL está presente também nesse complexo, e os estudos atuais estabelecem que ela é necessária para sua formação. Os investigadores demonstraram que camundongos com expressão reduzida de ASL não montam o complexo de multiproteínas e não produzem óxido nítrico suficiente.

Os resultados também abrem novas perspectivas para um mistério científico, o chamado "paradoxo da arginina", que sugere que a suplementação com células extras de arginina aumenta a produção de óxido nítrico, embora haja mais arginina que o suficiente na célula para saturar a enzima NOS.

"Parece que NOS não pode usar uma molécula qualquer arginina que está ao redor, a arginina tem que ser entregue diretamente a NOS através deste complexo de multiproteínas", explica Aschner.

O interesse de Aschner na molécula de óxido nítrico decorre de sua experiência clínica na unidade de terapia intensiva neonatal, onde os bebês muitas vezes têm doença pulmonar acompanhada de hipertensão pulmonar.

O óxido nítrico é uma das poucas opções para o tratamento da hipertensão pulmonar em recém-nascidos, mas é caro e difícil de administrar. "Estamos focados na via do óxido nítrico para encontrar novas terapias que possam melhorar os resultados para bebês com hipertensão pulmonar", afirma a pesquisadora.

A equipe acredita que está à beira de algo que poderia mudar a forma de tratar crianças em situação de risco para doença pulmonar crônica ou com formas crônicas da hipertensão pulmonar.

Acesse o artigo original na íntegra neste link.

Fonte: Isaude.net