Geral
22.09.2009

Neurologia do HC ganha aparelho que avalia moléstias no sistema nervoso periférico

A Unidade de Eletromiografia da Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, aumenta em 25% a capacidade para o atendimento de pacientes com suspeita de anormalidade funcional do sistema nervoso periférico

A unidade acaba de ganhar mais um aparelho de eletromiografia totalizando cinco para o diagnóstico de neuropatias, miopatias, radiculopatias, distúrbios da junção neuromuscular e moléstias degenerativas crônicas da ponta anterior da medula.

Segundo o neurologista Mário Wilson Broto, responsável pela unidade de eletromiografia do HC, o benefício é resultado de parceria da Clínica Neurológica com o Laboratório Sanofi - Aventis, responsável pela doação do equipamento que permitirá a unidade realizar 400 procedimentos/mês, 80 a mais dos oferecidos atualmente.

O exame de eletromiografia permite uma análise funcional das lesões do sistema nervoso periférico, fornecendo um diagnóstico topográfico e quantitativo, com importante implicação terapêutica medicamentosa ou cirúrgica reparadora.

O procedimento leva em média duas horas e é realizado num determinado seguimento. O aparelho é capaz de registrar e medir a eletricidade de um nervo e músculo. Diariamente são realizados quatro procedimentos por aparelho.

O processo consiste na introdução de agulha com um eletrodo através da pele até o músculo. As correntes elétricas geradas são exibidas em um osciloscópio e podem ser ouvidas por meio de um auto-falante. O formato da onda produzida indica informações sobre a habilidade que o músculo possui de responder ao estímulo nervoso.

Com indicação médica criteriosa, o exame não deve ser realizado por quaisquer motivos, alerta o especialista. É um exame " médico dependente" , do tipo artesanal.

" De acordo com a suspeita clínica da doença existem dezenas de diferentes maneiras de estudar os nervos e músculos. Por este motivo, o exame deve ser realizado por um médico especializado, com amplos conhecimentos de neurologia clínica e neurofisiologia" , orienta o neurologista.

Fonte: HOSPITAL DAS CLÍNICAS FMUSP