Ciência e Tecnologia
28.12.2011

Mecanismo que repara DNA danificado pelo estresse oxidativo é decodificado

Descoberta tem potencial para levar a abordagens menos invasivas para tratar o câncer, e mais eficazes para diagnosticar tumores

Foto: University of Zurich
Prof. Ulrich Hübscher, responsável pela pesquisa
Prof. Ulrich Hübscher, responsável pela pesquisa

Pesquisadores da Faculdade Vetsuisse, na S uíça , decodificaram o mecanismo que repara o DNA danificado pelo estresse oxidativo. Este mecanismo de reparo tem potencial para levar a abordagens menos invasivas no tratamento contra o c?ncer e contribuir para o desenvolvimento de novos testes para o diagn?stico precoce de tumores.

O estresse oxidativo ? a causa de muitas doen?as graves como o c?ncer, a arteriosclerose, o mal de Alzheimer e o diabetes. Ele ocorre quando o corpo ? exposto a quantidades excessivas de compostos de oxig?nio agressivos e eletricamente carregados. Estes s?o normalmente produzidos durante a respira??o e outros processos metab?licos, mas tamb?m no caso de estresse cont?nuo, a exposi??o ? luz ultravioleta ou aos raios-X. Se o estresse oxidativo for muito alto, ele destr?i as defesas naturais do corpo. Os compostos de oxig?nio agressivos destroem o material gen?tico, resultando no que chamamos de muta??es perigosas da base 8-oxo-guanina no DNA.

Mecanismo de reparo

Juntamente com a Oxford University, Enni Markkanen, um veterin?rio no grupo de trabalho de Ulrich Hubscher, do Instituto de Bioqu?mica Veterin?ria e Biologia Molecular da University of Zurique decodificou e caracterizou o mecanismo de reparo para as bases de DNA mutadas. Este mecanismo eficientemente copia milhares de 8-oxo-guaninas sem suas muta??es prejudiciais, assim, prevenindo normalmente as consequ?ncias negativas dos danos por 8-oxo-guanina. Em estudo, publicado na "PNAS", os pesquisadores destacam os processos detalhados envolvidos na coordena??o local e temporal deste mecanismo de reparo. Ulrich Hubscher espera que esta pesquisa b?sica possa ser usada terapeuticamente. "Esperamos que o mecanismo de reparo do DNA descoberto aqui leve a abordagens menos invasivas para o tratamento do c?ncer e que seja poss?vel desenvolver novos testes cl?nicos para a detec??o precoce de determinados tipos de c?ncer", diz. Em coopera??o com o University Hospital Zurich, um estudo j? est? em andamento envolvendo o exame de amostras de diferentes tipos de c?ncer para o gene de reparo e sua regula??o.

Fonte: Isaude.net