Geral
17.11.2011

Música amplificada com fone de ouvido compromete audição em até 80% dos jovens

Maior alteração foi verificada no sexo masculino; se não houver período de repouso, a agressão ao ouvido pode se tornar permanente

Pesquisa realizada pela fonoaudióloga Valéria Gomes da Silva, no Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas da UnB, sugere risco de perda da audição em uma parcela da população jovem. O estudo comprovou que, em decorrência da exposição à música amplificada diariamente, 80% dos 134 estudantes de uma escola privada do Distrito Federal apresentaram alterações em exames de emissões autoacústicas, que avaliam o funcionamento das células ciliadas externas, uma das responsáveis pela audição.

A pesquisa foi aplicada em estudantes de classe média, entre 14 e 18 anos , de ambos os sexos. O resultado constatou uma maior alteração nos exames de emissão autoacústicas em alunos do sexo masculino.

Valéria explica que as células ciliadas externas auxiliam na amplificação do som e, ao serem estimuladas, transmitem um impulso elétrico para o cérebro. Este impulso é a informação de que a pessoa está ouvindo. Qualquer alteração neste processo de transmissão pode prejudicar a audição. Embora seja um estudo a respeito de um comportamento sobre o qual já existem pesquisas, Valéria explica que dois aspectos técnicos difereciam o trabalho: a pesquisa foi desenvolvida usando um exame mais preciso de emissões autoacústicas e utilizou altas frequências, duas situações que não se verificam em estudos sobre este assunto. Quando avaliamos altas frequências podemos encontrar maiores alterações nas células ciliadas.

A exposição frequente e intensa a ruídos causa lesões que podem ser irreversíveis, caso não haja período de repouso. As células passam a não se regenerar e a lesão se torna permanente, podendo ocasionar perda auditiva.

Fonte: Isaude.net