Saúde Pública
03.09.2009

Número de aparelhos de diagnóstico por imagem do SUS está no limite

Equipamentos como raio X para desintometria está escasso, já os mamógrafos tem pequena sobra

Foto: Marcella Marques / SES-MG
Mulher realiza exame de mamografia em hospital da rede pública de Minas Gerais
Mulher realiza exame de mamografia em hospital da rede pública de Minas Gerais

Embora os exames com auxílio de imagens tenham crescido 38% entre 2000 e 2005, a disponibilidade de equipamentos que utilizam imagens para identificar doenças no sistema público está no limite das recomendações do próprio Ministério da Saúde.

Com exceção do mamógrafo, quando não há escassez, como ocorre com aparelhos de raio X para densitometria, a quantidade de equipamentos por habitantes apresenta " uma pequena sobra" . A constatação é de pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com indicadores sociodemográficos e de saúde.

Segundo o levantamento, existem no país 4,9 unidades de tomografia computadorizada por 1 milhão de habitantes. A relação está abaixo da oferta dos planos de saúde (30,8 por 1 milhão) e da média verificada em estudo com 16 países, de várias regiões, avaliados pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

No Brasil, a disponibilidade de aparelhos de ressonância magnética (1 para cada 1 milhão de habitante) também está distante do ideal. A média dos países pesquisados pela OCDE é de 6,6 aparelhos para cada grupo de 1 milhão de pessoas e, na rede privada, essa relação é de 10,7 para cada 1 milhão.

De acordo com o levantamento, a distribuição dos equipamentos também esbarra em desigualdades regionais. Embora conte com equipamentos mais novos, as regiões Norte e Nordeste são as mais carentes. O percentual de tomógrafos nessas regiões (0,5 e 0,6 por 1 milhão) é a metade da proporção nas regiões Sul e Sudeste.

Fonte: AGÊNCIA BRASÍLIA