Profissão Saúde
20.09.2011

Orientações para o uso de opioides são formuladas para profissionais de saúde

Um artigo da Universidade da Pennsylvania reuniu várias pesquisas sobre analgésicos opióides e analisou práticas de monitoramento

Controlar a dor de pacientes hospitalizados com opióides (narcóticos) analgésicos pode levar à sedação involuntária e depressão respiratória, o que afeta a qualidade da recuperação destes pessoas.

No entanto, tais consequências indesejadas e não intencionais podem ser evitadas com planos individualizados de cuidados do paciente, administração segura destes medicamentos, e práticas de controle adequado. É o que aponta o relatório da especialista Rosemary C. Polomano, da Penn Nursing, na Universidade da Pennsylvania, nos Estados Unidos.

O padrão de cuidados para controlar a dor em pacientes hospitalizados com analgésicos opióides está tendo cada vez mais sucesso na redução da dor. Ao mesmo tempo, a prática comum e eficaz de usar combinações de analgésicos múltiplos que visam diferentes causas de dor, referida como analgesia multimodal, exige abordagens mais agressivas para avaliação e monitoramento.

O presente artigo conduziu uma revisão das pesquisas atuais e diretrizes para os analgésicos opióides e uma pesquisa nacional - nos Estados Unidos - para analisar as práticas de monitoramento atual por enfermeiros. O artigo desenvolveu recomendações, muitas delas centradas na prática de enfermagem e de liderança para promover o controle da dor mais seguro e melhorado com uma maior probabilidade de diminuir episódios de eventos adversos graves induzidos por opióides.

"A analgesia multimodal é extremamente importante para o controle efetivo da dor", diz Dr. Polomano, autor sênior e Rosemary C. Polomano, professora adjunta da Universidade da Pennsylvania. "Os enfermeiros têm um papel importante na compreensão desta terapia. Eles estão em melhor posição para detectar alterações no estado do paciente. Enfermeiros precisam estar bem informados sobre as propriedades farmacológicas de analgésicos para maximizar o controle da dor, e serem mais pró-ativos no acompanhamento dos doentes, especialmente aqueles com alto risco de eventos adversos."

O artigo enfatizou que os enfermeiros são fundamentais para identificar pacientes em risco de sedação não intencional excessiva e depressão respiratória, dois dos mais graves efeitos adversos da terapia analgésico-opióide. O painel defende avaliações individualizadas para pacientes de risco; monitoramento contínuo dos níveis de sedação e estado respiratório; e tecnologia apoiados monitoramento de pacientes de alto risco. No nível hospitalar, o painel recomendou conteúdos educativos específicos para enfermeiros em analgésicos e práticas para reduzir os efeitos adversos dos opióides, como a ultra-sedação e depressão respiratória. O painel também recomendou políticas hospitalares e procedimentos em conjunto com melhoria da qualidade e programas de vigilância específicos para o manejo da dor para garantir a segurança e cuidados ideais para dor.

As recomendações no artigo são destinadas a promover uma reflexão sobre "a singularidade dos pacientes, a autonomia nos julgamentos de enfermeiros e o exercício da prática de enfermagem profissional."

Fonte: Isaude.net