Geral
16.09.2011

ONU declara guerra às doenças não-transmissíveis em todo o mundo

Nos próximos dias 19 e 20 de setembro, serão criadas as bases de uma nova estratégia mundial contra essas doenças

Foto: EFE/Arquivo
Ala Alwan, especialista em saúde públcia da Organização Mundial da Saúde (OMS)
Ala Alwan, especialista em saúde públcia da Organização Mundial da Saúde (OMS)

A ONU quer declarar guerra às doenças não-transmissíveis como câncer, diabetes, hipertensão e problemas mentais, e para isso vai realizar na próxima semana em Nova York, nos Estados Unidos, uma reunião de alto nível para criar uma nova agenda de trabalho e combater estas enfermidades.

Nos próximos dias 19 e 20 de setembro serão criadas as bases de uma nova estratégia mundial contra essas doenças, de acordo com o especialista da Organização Mundial da Saúde (OMS) Ala Alwan, que defende a iniciativa como "um marco para a saúde pública".

Coincidindo com a semana na qual se iniciam os debates públicos do 66º período de sessões da Assembleia Geral da ONU, o organismo reunirá 34 chefes de Estado e de Governo, assim como 50 ministros e muitos especialistas na matéria para desenhar um plano estratégico para os próximos anos.

Alwan destacou a importância da iniciativa, já que essas doenças "lideram as causas de mortalidade em nível global" e são "problemas que crescem a um ritmo muito rápido", por isso a ONU e a comunidade internacional devem atuar com rapidez para frear seu impacto.

O especialista da OMS lembrou que a estimativa é que, nos próximos dez anos, a mortalidade por essas doenças aumente em 17%, principalmente na África, no Oriente Médio e no sudeste asiático. Em 2008, segundo ele, as doenças não-transmissíveis mataram 36 milhões de pessoas, sendo que 90% dessas mortes ocorreram em países menos desenvolvidos.

A expectativa de Alwan é que o encontro sirva para que os Governos estabeleçam compromissos relacionados com a vigilância e o acompanhamento das doenças, a redução dos fatores de risco, como o consumo de tabaco e álcool, as dietas pouco saudáveis e a falta de exercício.

Fonte: EFE