Geral
01.07.2011

Peptídeos antimicrobianos são alternativa contra resistência a antibióticos

Pesquisadores encontraram equivalente terapêutico que poderia substituir penicilina e farmacêuticos relacionados

Foto: Fraunhofer IZI
Na imagem pode ser visto a que peptídios antimicrobianos têm impedido o crescimento de bactérias, no caso, a Streptococcus mutans
Na imagem pode ser visto a que peptídios antimicrobianos têm impedido o crescimento de bactérias, no caso, a Streptococcus mutans

Na corrida para contornar o problema da resistência bacteriana, os pesquisadores encontraram agora um equivalente terapêutico que poderia substituir a penicilina e farmacêuticos relacionados. No futuro, peptídeos antimicrobianos vão ser usados para atacar os patógenos.

"Nós já identificamos 20 dessas cadeias curtas de aminoácidos que matam vários micróbios, incluindo os enterococos, leveduras e bolores, bem como bactérias patogênicas humanas, tais como o Streptococcus mutans, que é encontrado na cavidade oral humana e que causa queda de dentes. Até mesmo o multi-resistente Staphylococcus aureus encontrado em hospitais não é imune e, em nossos testes, seu crescimento foi consideravelmente inibido", diz Dr. Andreas Schubert, gerente da Fraunhofer IZI.

A partir de peptídeos fungicidas e bactericidas familiares, os cientistas produziram variações de sequência e as testaram in vitro em vários micróbios. Bactérias decompositoras, por exemplo, foram incubadas por uma hora com os peptídeos antimicrobianos produzidos artificialmente. Como os novos peptídeos contêm resíduos de aminoácidos catiônicos, eles podem se vincular à membrana bacteriana carregada negativamente e penetrá-la. Nos testes, os cientistas compararam a capacidade de sobrevivência destes patógenos a um controle sem tratamento.

Os especialistas se concentraram em peptídeos com um comprimento inferior a 20 aminoácidos. "Peptídeos antibióticos desbloqueiam seu efeito microbicida em poucos minutos. Eles também trabalham com uma concentração inferior a 1 µM, em comparação com antibióticos convencionais, que requerem uma concentração de 10 µM. O espectro da eficácia dos peptídeos testados inclui não somente as bactérias e fungos, mas também vírus envolvidos em lipídeos. Outro fator fundamental é que os peptídeos identificados em nossos testes não danificam as células do corpo saudável", explica o Schubert.

O setor de alimentos também pode se beneficiar dos peptídeos antimicrobianos uma vez que a contaminação bacteriana dos produtos alimentares custa bilhões à indústria a cada ano. Alface e outras verduras, por exemplo, são muito contaminadas por bolores e leveduras. O prazo de validade dos alimentos pode ser melhorado pela adição de peptídeos antimicrobianos durante o processo de produção. "Esta é uma possibilidade concreta porque os peptídeos de cadeia curta testados durante o projeto não apresentam qualquer risco de causar alergia ao serem adicionados aos gêneros alimentícios", disse Schubert.

O pesquisador está convencido de que existem muitas aplicações possíveis, inclusive na fabricação de máquinas - por exemplo, para manter os fluidos hidráulicos livres de micróbios. Como passo seguinte, o especialista e sua equipe vão testar os peptídeos antimicrobianos in vivo em modelos de infecção.

Fonte: Isaude.net