Ciência e Tecnologia
24.06.2011

Lítio impede lesões cerebrais associadas a doença de Parkinson

O metal é considerado neuroprotetor em relação a várias doenças neurodegenerativas incluindo Alzheimer, Huntington e esclerose

Pesquisadores do Buck Institute for Research on Aging, nos Estados Unidos, descobriram que o metal lítio impede a agregação de proteínas tóxicas e a perda de células associadas com a doença de Parkinson em ratos. Estudos pré-clínicos estão em andamento para determinar dosagens corretas de uma droga que continua a ser padrão para o tratamento do transtorno bipolar.

"Esta é a primeira vez que o lítio foi testado em um modelo animal de Parkinson. O fato de o perfil de segurança do lítio em seres humanos ser bem compreendido reduz bastante os riscos e transpõe um obstáculo significativo para levá-lo à prática clínica", disse a autora, Julie Andersen.

Segundo ela, o lítio foi recentemente sugerido como sendo neuroprotetor em relação a várias doenças neurodegenerativas incluindo mal de Alzheimer, doença de Huntington e esclerose lateral amiotrófica e tem sido elogiado por suas propriedades anti-envelhecimento em animais simples.

"Nós alimentamos os nossos ratos com níveis de lítio que estavam no extremo inferior da faixa terapêutica. A possibilidade de o lítio ser eficaz em pacientes com Parkinson em níveis subclínicos é emocionante, porque evitaria muitos efeitos colaterais associados com a dose mais elevada", disse Andersen.

Uso excessivo de lítio tem sido associado ao hipertireoidismo e toxicidade renal.

O mal de Parkinson afeta 1 milhão de americanos, sendo a idade o maior fator de risco para a doença, que se inicia geralmente entre 45 e 70 anos. A equipe de Andersen se concentra no lítio como um potencial tratamento para a enfermidade neurodegenerativa, bem como sua eficácia em combinação com drogas atualmente usadas para controlar os sintomas do distúrbio. "Esta descoberta nos dá uma oportunidade de explorar de lítio como terapia reconhecida para o Parkinson em doses que são seguras e eficazes", afirma a pesquisadora.

Fonte: Isaude.net