Ciência e Tecnologia
17.06.2011

Banda ultralarga viabiliza criação de redes de acompanhamento médico à distância

Tecnologia vai permitir diagnóstico em tempo real e contínuo para salvar vidas e reduzir aparecimento de doenças degenerativas

Nova tecnologia eletrônica de " banda ultralarga" pode levar à criação de redes sofisticadas de monitoramento e acompanhamento médico à distância no futuro. É o que sugerem pesquisadores da Oregon State University, nos Estados Unidos. As redes podem oferecer diagnóstico de saúde em tempo real e contínuo para reduzir o aparecimento de doenças degenerativas, salvar vidas e reduzir os custos de cuidados de saúde. Alguns dispositivos de monitoramento remoto já estão disponíveis, mas a perfeição de tais sistemas ainda não foi atingida.

O dispositivo ideal seria muito pequeno, usado junto ao corpo e, talvez, possa retirar sua energia do calor do corpo. Seria capaz de transmitir grandes quantidades de informação de saúde em tempo real, melhorar significativamente a assistência médica, reduzir custos e ajudar a prevenir ou tratar doenças.

"O sensor pode fornecer e transmitir dados importantes, como a saúde do coração, a densidade óssea, pressão arterial ou status de insulina. Idealmente, você pode não só controlar questões de saúde, mas também ajudar a evitar problemas antes que eles aconteçam. Talvez detectar arritmias, por exemplo, e antecipar ataques cardíacos. E ele precisa ser não-invasivo, barato e capaz de fornecer grandes quantidades de dados", diz o pesquisador Patrick Chiang.

De acordo com a nova análise dos pesquisadores, um dos principais obstáculos é a necessidade de transmitir grandes quantidades de dados enquanto consome muito pouca energia. Segundo os eles a tecnologia chamada de "banda ultralarga" pode ter essa capacidade se o receptor dos dados estiver instalado dentro de uma "linha de visão", e não for interrompido pela passagem de um corpo humano.

Mas, eles descobriram que, mesmo a transmissão fora da linha de visão, pode ser possível utilizando " banda ultralarga" se taxas de transmissão mais baixas forem necessárias. "Os desafios são bastante complexos, mas o benefício potencial é enorme e de importância crescente com o envelhecimento da população. Isto é definitivamente possível. Eu consigo ver uns dos primeiros sistemas sendo comercializados dentro de cinco anos", disse Chiang.

Fonte: Isaude.net