Geral
04.03.2011

Identificados mecanismos neurológicos envolvidos na saciedade e na perda de peso

Conhecimento mais abrangente de tais mecanismos pode formar a base de um medicamento anti-obesidade no futuro

Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos identificaram, os mecanismos neurológicos e de sinalização celular que contribuem para a saciedade e para a perda de peso subseqüente induzida por drogas usadas para tratar o diabetes tipo 2.

A equipe espera que conhecimento mais abrangente de tais mecanismos possa formar a base de um medicamento anti-obesidade no futuro.

Embora nenhum tratamento farmacológico anti-obesidade exista atualmente, drogas contra o diabetes tipo 2 visando o hormônio glucagon-like-peptide-1, ou GLP-1, para a produção de insulina podem ser promissoras. Essas drogas eram conhecidas por promover a perda de peso, resultante da menor ingestão de alimentos. Os pesquisadores, no entanto, não sabiam explicar exatamente o que causa essa mudança de comportamento.

GLP-1 natural é feita principalmente em duas áreas distintas no corpo, intestino e cérebro. Grande parte das pesquisas anteriores nesta área centrou-se sobre a relação entre essas duas áreas para tentar identificar a população relevante de receptores GLP-1 que pode mediar a supressão da ingestão de alimentos por drogas GLP-1 farmacêuticas.

"Identificar tanto o local de ação e os mecanismos que representam a perda de peso dessa droga GLP-1 nos coloca um passo mais perto de desenvolvimento de tratamentos eficazes e aprovados para a obesidade", disse o líder do estudo, Matthew Hayes.

A equipe de pesquisa não só identificou uma parte necessária do cérebro que media o efeito de supressão da ingestão de alimentos produzido por essa droga, o núcleo do trato solitário (NTS), mas também as vias de sinalização celular necessárias para a produção dos efeitos de saciedade de GLP-1.

"A habilidade de GLP-1 de alterar estas vias específicas de sinalização dentro do NTS do tronco cerebral pode ser responsável pela supressão da ingestão alimentar e pela perda de peso corporal, alterando a neuroquímica e a conectividade da região do cérebro com os centros cerebrais de ordem superior que também regulam o balanço energético", observou uma das pesquisadoras do estudo, Kendra Bence.

Muitos pesquisadores têm tentado determinar com precisão como o GLP-1 e outros sinais de saciedade funcionam, especialmente já que, em indivíduos obesos, o cérebro não consegue perceber e responder corretamente aos sinais de balanço energético que ocorrem naturalmente no corpo.

Esta sinalização defeituosa ressalta a importância de tratamentos farmacológicos, como drogas GLP-1 de longa duração que são eficazes em envolver a sinalização do cérebro para reduzir a ingestão excessiva de alimentos e, possivelmente, a obesidade.

"Se pudermos identificar outros sinais químicos ou hormônios que atuam sobre os mesmos caminhos que nós mostramos aqui, em seguida, através de uma ação combinada teremos uma resposta coordenada de supressão de peso", afirmou Hayes.

Fonte: Isaude.net