Ciência e Tecnologia
10.07.2009

Medicamento para transplantados aumeta longevidade de ratos

A droga utilizada para combater a rejeição de orgãos em transplantes, elevou o tempo de vida dos roedores

Cientistas norte-americanos do Laboratório Jackson descobriram que um medicamento para seres humanos é capaz de prolongar a taxa de sobrevida de ratos.

A rapamicina, droga utilizada contra a rejeição de transplantes de órgãos, é extraída de uma bactéria natural da Ilha de Páscoa. Sua ação ajudaria a diminuir o ritmo de envelhecimento de células agindo diretamente sobre uma enzima que acelera as reações químicas do organismo.

A pesquisa, primeira do tipo em mamíferos, foi aplicada à roedores com idade a partir de 600 dias de vida - equivalente a 60 anos de idade de um ser humano - alimentando-os com o remédio.

Os resultados se mostraram muito satisfatórios em ambos os sexos, aumentando a expectativa de vida dos macho em até 28% e das fêmeas em 38%.

O artigo, publicado na mais recente edição da Revista Nature, se mostrou como uma ferramenta a ser utilizada em novas linhas de pesquisas de combate à doenças características da velhice. segundo o autor do estudo, David Harrison, o uso do medicamento em humanos não é indicado como forma de prolongamento da sobrevida, pois seus fortes efeitos colaterais enfraquecem as defesas naturais do organismo, abrindo as portas para possíveis infecções.

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