Geral
20.01.2011

Consultórios de ruas vão prestar assistência a dependentes químicos de AL

O município de Maceió apresenta população usuária de drogas em situação de rua caracterizada por extrema vulnerabilidade

Maceió foi contemplada com quatro consultórios de rua para atender aos usuários de crack, álcool de outras drogas, conforme prevê o decreto presidencial 7.179 de 20 de maio de 2010, que criou o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas.

A ação aconteceu depois que o Ministério da Saúde foi acionado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas da Presidência da República. Isso porque, o município de Maceió apresenta população usuária de drogas e em situação de rua caracterizada por extrema vulnerabilidade. Para se ter ideia, relatório da área de saúde mental do MS aponta que em 2010 foram constatados em Alagoas 39 assassinatos de pessoas vivendo em situação de rua, sendo 23 somente em Maceió.

Por meio deles, serão realizados atendimentos em praças, avenidas e locais onde existam usuários em situação de vulnerabilidade, uma equipe multiprofissional irá realizar uma abordagem, coleta de sangue para exames, aconselhamento e acompanhamento sistemático.

Para isso, foram enviados R$ 600 mil para a Secretaria de Saúde de Maceió, que destinará R$ 150 mil para criar cada um dos quatro consultórios de rua habilitados pelo Ministério da Saúde (MS).

Segundo o gerente da área de Saúde Mental da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Berto Gonçalo, os recursos serão destinados a contratação de enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, psiquiatras e pessoal de apoio, capacitação dos profissionais e infraestrutura para realização do atendimento aos usuários,.

" O relatório apontou que, dos 23 moradores de rua mortos na capital alagoana, 21 faziam uso de substâncias químicas. O mais preocupante é que Maceió aparece como a capital brasileira onde mais se matam adolescentes, o que mobilizou o Núcleo Brasileiro de Direitos Humanos e Saúde Mental, que acionou o Ministério da Saúde e a Secretaria Nacional de Direitos Humanos" , frisou Berto Gonçalo.

Ainda de acordo com o gerente de Saúde Mental da Sesau, os dependentes químicos que moram nas ruas ou àqueles que têm moradia fixa poderão contar com atendimento terapêutico individualizado.

Fonte: Isaude.net