Ciência e Tecnologia
16.01.2011

Nova abordagem pode tornar tratamento de aneurisma rompido menos invasivo

Procedimento realizado pelo nariz pode substituir intervenção realizada por meio de cirurgia de crânio aberto

Foto: Arquivo/unchealthcare.wordpress.com
Dr. Anand V. Germanwala (à direita) ao lado de Alfreda Cordero (ao centro), primeira paciente tratada pelo novo procedimento
Dr. Anand V. Germanwala (à direita) ao lado de Alfreda Cordero (ao centro), primeira paciente tratada pelo novo procedimento

Equipe de pesquisadores da Universidade do Norte (UNC), em Chapel Hill, nos Estados Unidos, é responsável por desenvolver abordagem inédida para o tratamento de aneurisma rompido. Novo procedimento é realizado pelo nariz, o que pode tornar o tratamento da doença menos invasivo. Até então, a intervenção era realizada por meio de cirurgia de crânio aberto.

"Isso não vai mudar imediatamente o tratamento do aneurisma, a ordem começa para que possamos fornecer opção de anos adicionais para o futuro do tratamento do aneurisma", disse o cirurgião Adam M. Zanati, que desenvolve a pesquisa ao lado do colega Anand V. Germanwala.

A primeira cirurgia realizada por meio do novo método aconteceu há dois anos. Como o aneurisma não retornou, os médicos consideram a cirurgia um sucesso.

"Nós provamos que pode ser feito com segurança e que podemos tratar aneurismas múltiplos", disse Germanwala.

Os aneurismas - pequenas protuberâncias nos vasos sanguíneos do cérebro - correm em aproximadamente uma em cada 50 pessoas. Muitos permanecem assintomáticos e relativamente inofensivos por anos até se romper. Entre 40% e 50% dos pacientes com ruptura de aneurisma morrem.

Nova opção

Normalmente, os médicos avaliam as opções para tratar um aneurisma rompido. A maioria opta por inserir um pequeno grampo de metal no colo do aneurisma para cortar o suprimento de sangue. Esse procedimento exige uma cirurgia no cérebro aberto, uma opção muito invasiva com acompanhamento de recuperação.

A segunda opção é colocar um minúsculo fio de platina no aneurisma, fazendo o sangue coagular. Enrolar essa bobina não é tão invasivo como uma cirurgia de cérebro aberto, mas pode ser menos permanente.

Já a nova abordagem realiza a clipagem dos aneurismas através do nariz. "Este procedimento é minimamente invasivo e melhor do que o processo de corte, porque é mais estável", disse Germanwala.

Embora os pesquisadores comemorem o sucesso da cirurgia pioneira, a abordagem ainda não é adequada para todo aneurisma. O tamanho, a orientação e a localização é a opção mais segura de tratamento do aneurisma, e mais estudos são necessários para saber quando é melhor ir pelo nariz.

"Estamos muito no início", disse Germanwala. "Mas nosso primeiro passo foi um grande passo", acrescentou Zanati.

Fonte: Isaude.net