Ciência e Tecnologia
22.10.2010

Clonagem humana e bioética serão debatidas em sessão científica da Unesco

Encontro que acontece na próxima semana, na sede da entidade, em Paris, tratará de implicações éticas do progresso científico

Foto: Divulgação/BMS
Cientista realiza pesquisa em laboratório de genética
Cientista realiza pesquisa em laboratório de genética

A sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco), em Paris, vai receber a 17 ª sessão do Comitê Internacional de Bioética para o debate de três temas: o princípio do respeito pela vulnerabilidade humana; as implicações éticas da medicina tradicional e a clonagem humana. O primeiro assunto será o respeito pela vulnerabilidade humana e integridade pessoal.

O princípio está estabelecido no artigo 8 da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos de 2005.

Os participantes deverão incluir suas conclusões em um relatório que abrange vulnerabilidade em contextos clínicos, pesquisas em seres humanos e em aplicações biotecnológicas.

Outro grupo de trabalho do Comitê irá apresentar seu projeto de relatório preliminar sobre medicina tradicional e suas implicações éticas. O assunto foi introduzido este ano no programa de trabalho do Comitê devido a sua importância para os países em desenvolvimento, onde cerca de 80% da população utilizam a medicina tradicional para cuidados básicos de saúde.

O estudo ressalta a necessidade de regulamentações e normas éticas nas práticas de medicina tradicional e também em pesquisas relacionadas. Clonagem A questão da clonagem humana será o tema do segundo dia.

O Comitê Internacional de Bioética da Unesco concluiu uma análise sobre o assunto, em 2009, e espera, agora, atualizar o debate com novidades científicas e aspectos sociais e jurídicos mais recentes.

O relatório deste ano deve incluir, por exemplo, diferentes opções para a regulamentação jurídica da clonagem humana reprodutiva.

A 17 ª sessão do Comitê será realizada entre os dias 26 e 27 de outubro, em Paris. Todas as reuniões são abertas ao público.

Fonte: ONU