Artigo
23.09.2010

A indústria farmacêutica vende saúde

* Nelson Mussolini - Vice-Presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma)

Foto: Divulgação/Sindusfarma
Nelson Mussolini, vice-presidente executivo do Sindusfarma
Nelson Mussolini, vice-presidente executivo do Sindusfarma

As questões que envolvem a saúde são sempre delicadas, como não poderia deixar de ser. Afinal, dizem respeito à vida de cada um de nós, nossos parentes, amigos ou de pessoas que não conhecemos, mas com as quais nos identificamos.

É natural, portanto, que procedimentos terapêuticos despertem a curiosidade de todos. E dentre eles, uma ação importante e sensível é o processo de escolha dos medicamentos mais indicados para os tratamentos. Isso coloca em evidência o relacionamento entre médicos, pacientes e a indústria farmacêutica, suscitando muitas vezes dúvidas e desconfianças que são fruto do desconhecimento e, não raro, de preconceito.

Por esta razão, nunca é demais reafirmar os princípios que norteiam o setor na divulgação dos medicamentos que desenvolve e produz e nos contatos que mantém com a classe médica.

As ações promocionais da indústria farmacêutica entre os profissionais da saúde têm a finalidade de informá-los sobre as competências científicas e tecnológicas dos laboratórios, as características terapêuticas de seus produtos e o lançamento de novos medicamentos.

Na prática diária, a troca de informações entre laboratórios e médicos, seja por meio de propagandistas, encontros ou congressos, é normal, legítima e útil para os profissionais e seus pacientes.

Visitas de propagandistas aos consultórios e convites para palestras e congressos são feitos com transparência, à luz do dia, e se orientam por princípios éticos indissociáveis tanto da prática médica como do desenvolvimento e da fabricação de medicamentos. Esta é a regra.

Sendo assim, os canais de comunicação dos fabricantes de medicamentos com a classe médica expressam uma relação de credibilidade e confiança construída ao longo do tempo.

Esse procedimento é reforçado por compromissos firmados por escrito, nos diversos Códigos de Conduta elaborados e seguidos por empresas e entidades representativas da indústria farmacêutica. Códigos estes que definem parâmetros objetivos sobre as ações promocionais dos laboratórios.

Em linhas gerais, os códigos de conduta proíbem a oferta de incentivos de qualquer natureza para que médicos e profissionais da saúde prescrevam ou comprem medicamentos; determinam que nenhum auxílio para a participação em encontros profissionais e científicos esteja condicionado à obrigação de promover medicamentos; e estabelecem que empresas que contratam médicos para proferir palestras devem informar esses patrocínios nos materiais de divulgação de seus eventos.

Além da autorregulamentação existe, como se sabe, uma ampla legislação que estabelece regras para a promoção, propaganda e publicidade de medicamentos e a relação da indústria farmacêutica com os profissionais da saúde - a Resolução nº 102, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) -, cujo cumprimento é fiscalizado pela Gerência de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda, Publicidade, Promoção e Informação de Produtos sujeitos à Vigilância Sanitária do órgão.

Mas independentemente das leis, há o zelo e o respeito do setor para com os pacientes.

Os laboratórios farmacêuticos estão empenhados em descobrir e produzir medicamentos seguros e de qualidade e garantir que o seu consumo esteja baseado na divulgação de informações fidedignas e na avaliação isenta dos profissionais habilitados a prescrevê-los. Pois o negócio da indústria farmacêutica é, acima de tudo, vender saúde e bem-estar.

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