Ciência e Tecnologia
31.08.2010

Identificadas bases genéticas para determinar gravidade da asma alérgica

Pesquisa pode ajudar na busca de futuras estratégias terapêuticas para combater um problema crescente de saúde

Cientistas do Cincinnati Children's Hospital Medical Center, nos Estados Unidos, identificaram uma nova base genética para determinar a gravidade da asma alérgica em modelos experimentais da doença. O estudo pode ajudar na busca de futuras estratégias terapêuticas de combate a um problema crescente de saúde que atualmente carece de tratamentos eficazes.

A prevalência da asma vem aumentando nos últimos anos, de acordo com a investigadora sênior do estudo, Marsha Wills-Karp. A doença pode ser desencadeada em pessoas suscetíveis, por uma variedade de contaminantes ambientais, como a fumaça de cigarro, alérgenos e poluição atmosférica.

A equipe de Wills-Karp encontrou um ponto de derrubada molecular que perturba um equilíbrio delicado entre a base da doença leve e a asma mais grave. Eles identificaram as proteínas pró-inflamatórias, a interleucina-17 (IL-17A), como a principal culpada por trás de sintomas de asma grave em modelos de ratos.

"Este estudo sugere que em algum momento, pode ser possível tratar ou prevenir as formas graves de asma, inibindo as vias que conduzem à produção de IL-17A", disse Wills-Karp.

O processo da doença parece começar quando a exposição das vias aéreas a alérgenos ambientais causa disfunção na regulagem de um gene chamado fator de com3 (C3), que funciona através de uma parte do sistema imunológico chamada cascata do complemento de ativação. Isso leva à produção em excesso de IL-17A pelas células das vias respiratórias e provoca o que os cientistas descrevem como um "ciclo de amplificação", quando IL-17A por sua vez, induz a produção de mais C3 na superfície das vias aéreas.

O ciclo de amplificação continua aumentando a resposta inflamatória que envolve as células T irregulares, outras proteínas de interleucina (IL-13 e IL-23), bem como a resposta em excesso das vias aéreas e a obstrução ao fluxo de ar.

Estudos anteriores demonstraram a presença de proteínas de IL-17A na asma humana, mas nenhuma função aparente. Pesquisas anteriores envolvendo modelos de rato com a doença sugeriram possíveis papeis para IL-17A na asma, e este estudo se expande sobre essas conclusões.

Fonte: Isaude.net