Foto Saúde
31.08.2010

Pesquisadores reproduzem órgãos humanos para simulação de cirurgias

Especialistas na Universidade de Pernambuco reproduziram órgãos humanos para o treinamento de estudantes de medicina

Foto: Divulgação/Univ. de Pernambuco
O pesquisador Marcos Lyra manipula órgãos artificias usados em simulação de cirurgias com residentes
O pesquisador Marcos Lyra manipula órgãos artificias usados em simulação de cirurgias com residentes

Com o auxílio de Selice Ribeiro Leite, artista plástica, órgãos do corpo humano e suas minúsculas estruturas, como os vasos sanguíneos são reproduzidos para que simulações de cirurgias sejam viáveis. " A gente está ajudando muitas pessoas. Os médicos a terem mais habilidade e a gente não usar o ser humano para aprender técnicas e sim através dos simuladores" , ela afirma.

Há dez anos um pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco criou os primeiros simuladores para o treinamento dos estudantes nas cirurgias endoscópicas, consideradas menos invasivas.

" Cada doença, cada tumor, cada localização do órgão pode ser moldado de acordo com a necessidade de cada professor e de cada especialidade médica que deseja utilizar um simulador específico" , explica Marcos Lyra, pesquisador da UFPE.

Ele afirma ainda que os simuladores têm tamanho, cor, textura e resistência do corpo de um paciente. Com os modelos de borracha é possível simular todos os tipos de doenças para que os residentes possam desenvolver suas habilidades.

Os simuladores apresentam reações semelhantes às do organismo. Podem até sangrar num treinamento. Na prática, nos hospitais universitários, as aulas são com os pacientes do Sistema Único de Saúde.

Devido ao fato de professor raramente passar os instrumentos e a responsabilidade pelo ato cirúrgico para os residentes para não colocar a vida dos pacientes em risco, o tempo de treinamento dos profissionais é muito prolongado antes que possam fazer este tipo de cirurgia. Com os simuladores é muito mais rápido aprender e sem nenhum tipo de risco.

Noventa e sete por cento dos simuladores produzidos vão para 32 países, mas nas universidades brasileiras eles ainda são raros. Falta dinheiro para comprar os equipamentos da endoscopia. Um laboratório completo custa 250 mil reais.

Além da universidade de Pernambuco, cinco instituições, todas em São Paulo, têm simuladores.

Fonte: Isaude.net